Com sólida formação acadêmica e ampla vivência na advocacia, João Pedro Leite Barros representa a nova geração de juristas sergipanos que unem técnica refinada, pensamento internacional e compromisso com a valorização da classe. Advogado civilista, com atuação voltada à solução estratégica de conflitos contratuais, percorreu grandes bancas nacionais, como Tozzini Freire (SP), Cezar Bittencourt (DF) e Araúz Advogados (PR), construindo uma carreira marcada pela precisão técnica e pela ética profissional. É Pós-Doutor pela Universidade de Brasília (UnB), Doutor em Direito pela UnB e pela Universidade de Lisboa (ULisboa), Mestre em Direito Civil pela ULisboa e especialista em Processo Civil pelo IDP, além de possuir cursos avançados em Arbitragem e Direito do Consumidor.
Professor em cursos de pós-graduação nas ESAs e no CEDIN/MG, coordena a área de Direito Civil do IBEROJUR – Instituto Iberoamericano de Estudos Jurídicos e integra o Grupo de Direito Internacional Privado, Comércio Internacional e Direitos Humanos (GDIP/UnB). Autor das obras “Direito à Informação: Repercussões no Direito do Consumidor” e “Arbitragem Online em Conflitos de Consumo”, lançadas no Superior Tribunal de Justiça, tem artigos publicados no Brasil e no exterior e é presença constante em congressos internacionais em Lisboa, Coimbra, Madri, Santiago, Leicester e várias cidades brasileiras. Sua trajetória reflete a busca permanente por um Direito moderno, inclusivo e conectado com a vida real, onde a técnica é instrumento de humanização da Justiça. A seguir, sua entrevista exclusiva ao Portal Fausto Leite, em formato integral:
Portal Fausto Leite: Qual a sua compreensão sobre a função constitucional do Quinto e de que forma o senhor acredita que essa representação pode fortalecer a harmonia entre os Poderes e a democracia no Estado de Sergipe?
João Pedro Leite Barros: O Quinto Constitucional é o instrumento que assegura a presença da advocacia dentro do Poder Judiciário. É por meio dele que o advogado se reconhece como parte essencial da administração da Justiça, levando ao Tribunal a experiência da defesa, da escuta e da prática jurídica cotidiana. Essa representação fortalece a harmonia entre os Poderes porque promove um diálogo institucional legítimo, baseado na técnica, na ética e na vivência concreta do Direito. O Quinto é, antes de tudo, uma ponte democrática entre a advocacia e a magistratura, que reforça o equilíbrio e o caráter plural do Judiciário.
Portal Fausto Leite: Caso chegue ao Tribunal de Justiça, quais critérios pretende adotar para garantir imparcialidade e independência em julgamentos que envolvam interesses políticos, econômicos ou de grandes grupos locais?
João Pedro Leite Barros: A técnica jurídica é o que dá solidez à imparcialidade. Atuar com independência é compreender que o julgador serve à lei, não aos interesses. A imparcialidade não é ausência de sensibilidade, mas presença de equilíbrio e compromisso com o que está nos autos. Meu norte será sempre o mesmo: decidir com serenidade, coerência e respeito à Constituição e ao devido processo legal, mantendo-me fiel ao que o Direito determina e ao que a Justiça exige.
Portal Fausto Leite: Quais são suas propostas ou compromissos concretos para aproximar o Judiciário do cidadão comum, promovendo transparência, celeridade e acesso à Justiça em Sergipe?
João Pedro Leite Barros: O acesso à Justiça começa pela confiança do cidadão e passa pela valorização da advocacia. Defendo uma atuação transparente, responsável e aberta ao diálogo. Meu gabinete será um espaço de escuta ativa e acolhimento — sem portas fechadas, com atendimento humanizado e respeito ao tempo e à dignidade do advogado e das partes. Acredito em uma Justiça moderna, eficiente e humana, que utilize tecnologia para agilizar procedimentos, simplifique a linguagem jurídica e produza decisões acessíveis e compreensíveis. A aproximação do Judiciário com o cidadão é o que confere legitimidade e confiança à sua atuação.
Portal Fausto Leite: Muitos criticam o Quinto Constitucional como espaço de influência política. Como o senhor responde a essa crítica e de que forma pretende garantir que sua atuação será pautada exclusivamente pela técnica e pela ética?
João Pedro Leite Barros: O Quinto Constitucional é um mecanismo de representatividade, não de influência. O voto da advocacia é o primeiro filtro ético e democrático do processo, pois é ele que escolhe quem levará ao Tribunal a experiência e a responsabilidade da classe. Minha atuação será pautada pela técnica, pela ética e pela independência intelectual. O julgador deve ser livre de pressões, mas comprometido com o Direito. O respeito à advocacia é o respeito à própria Justiça — e é esse o compromisso que levo comigo.
Portal Fausto Leite: Em sua trajetória profissional, qual caso, ato ou projeto o senhor considera mais relevante para demonstrar sua capacidade de contribuir para o Tribunal de Justiça? E que legado pretende deixar se for escolhido?
João Pedro Leite Barros: Sempre acreditei que a Justiça deve ser contemporânea e humanizada, sem perder sua base técnica. Trabalhei para fortalecer a confiança no sistema jurídico por meio da conciliação, do uso ético da tecnologia e da valorização da advocacia. Como Desembargador, pretendo aplicar o Código de Processo Civil em sua plenitude, garantindo honorários de sucumbência justos e respeitados, inclusive nas causas contra entes públicos e seus precatórios. Meu legado será o de uma Justiça que escuta, compreende e decide com empatia e firmeza, valorizando a advocacia — a verdadeira voz do cidadão.
Na Floresta dos Bichos, João Pedro é a Formiga. A Formiga é o símbolo da disciplina, da constância e da força silenciosa. Trabalha com método, constrói com paciência e acredita que grandes resultados nascem da soma de pequenos atos. Assim é sua trajetória: técnica no pensar, ética no agir e firmeza no servir. Na colmeia da Justiça, João Pedro representa a advocacia que constrói pontes, une saber e prática, e ergue cada decisão como parte de uma obra maior, a da confiança no Direito. Mais do que uma candidatura, João Pedro Leite Barros representa a formiga da esperança jurídica sergipana: incansável, precisa, e movida pela crença de que a Justiça se faz no detalhe, com trabalho e humanidade.




