Enquanto algumas capitais do Nordeste ainda ensaiam promessas e parcelamentos para aplacar o funcionalismo, Aracaju chegou com os dois pés na porta: 6,26% de reajuste linear, aprovado, protocolado e com impacto direto para mais de 16 mil servidores já na folha de junho.

A prefeita Emília Corrêa (PL) não só anunciou o aumento em mesa de negociação como também mandou o projeto para a Câmara no mesmo dia, numa jogada política que mistura cálculo eleitoral com pragmatismo administrativo. Goste-se ou não da figura, a prefeita fez o que as outras capitais não ousaram.
Nordeste ficou para trás: quem não reajustou parcelou
Vamos aos fatos. Maceió aprovou 5%, mas parcelado em duas etapas. Jaboatão dos Guararapes arriscou 5,33%, igualmente dividido. Salvador tentou jogar confete com reajustes que variam entre 4,83% e 9,25%, mas quando se lê as entrelinhas, vê-se que o número maior é pra poucos. A média real mal passa dos 5%. E São Luís, com 6% para aposentados e pensionistas, não chega ao escopo abrangente da capital sergipana.
Ou seja: Aracaju deu aula.
Além do reajuste, a gestão corrigiu uma distorção histórica ao reconhecer a tabela da Lei Municipal nº 4.769/2016, que garante até 20% de acréscimo para servidores da administração geral. Retroativo garantido, sem firula contábil. Tudo isso com um impacto de R$ 104 milhões por ano, assumido de peito aberto.
Reajuste com data-base, folha paga e servidor valorizado
Não foi só o aumento. A gestão Emília já havia fixado o pagamento dos salários no dia 22 de cada mês (um respiro para quem vive com o boleto no encalço) e agora amarra a valorização com base na data-base de cada categoria — o que significa mais segurança e previsibilidade no bolso de quem sustenta o serviço público na prática.
A Mesa Permanente de Negociação segue ativa. E mais: Emília ainda emplacou a Lei 6.155/2025, que garante direitos a jovens aprendizes. Pode até parecer populismo eleitoral, mas os números e os prazos mostram que, ao menos nesse quesito, a prefeita está entregando o que muita gente só promete.
Fica o recado para os gestores vizinhos
No xadrez político do Nordeste, Aracaju jogou a rainha na mesa. Fez mais, fez primeiro e fez melhor. E agora? Vai ter governador tentando copiar? Ou prefeito justificando parcelamento com discurso fiscalista?
O servidor está de olho. O eleitor também.
E você, servidor ou cidadão, o que achou dessa jogada da prefeita Emília? Aracaju realmente lidera ou é só performance política? Comente, compartilhe e siga o debate em https://faustoleite.com.br/




