O Republicanos montou a chapa federal mais robusta apresentada até agora em Sergipe. Thiago de Joaldo, Ícaro de Valmir, Alberto Macedo, Heleno Silva, Missionária Gisele, Susane Vidal, Emanuelly Hora, Dra. Clécia e Gracinha Garcez não formam uma nominata para cumprir tabela, preencher ata ou ocupar espaço no horário eleitoral. A legenda reuniu dois deputados federais, um ex-deputado federal, uma deputada estadual, lideranças municipais, candidatas com votação majoritária expressiva e nomes com reconhecimento público. Enquanto outros partidos ainda procuram votos com uma lanterna, o Republicanos já começa a campanha fazendo contas sobre quantas cadeiras conseguirá ocupar.
Ícaro de Valmir obteve 75.912 votos em 2022. Thiago de Joaldo alcançou 45.698. Heleno Silva recebeu 28.173. Somados, os três fizeram 149.783 votos para deputado federal, praticamente um quociente eleitoral inteiro. Mas a chapa não termina nos três. Gracinha Garcez teve mais de 16 mil votos para deputada estadual. Emanuelly Hora passou dos 15 mil na eleição municipal de Tobias Barreto. Alberto Macedo ultrapassou 11 mil votos na Barra dos Coqueiros. Dra. Clécia também passou dos 11 mil em Nossa Senhora do Socorro. São votações obtidas em eleições e cargos diferentes, portanto não podem ser simplesmente empilhadas como tijolos. Mesmo assim, revelam bases políticas reais, territórios eleitorais organizados e capacidade de mobilização.
A projeção razoável coloca o Republicanos com potencial para ultrapassar tranquilamente a faixa dos 250 mil votos. Ícaro e Thiago, juntos, podem aproximar-se ou superar novamente os 120 mil. Heleno Silva possui condições de contribuir com uma votação importante, enquanto Gracinha, Emanuelly, Alberto e Clécia podem formar um segundo bloco eleitoral consistente. Susane Vidal entra com forte conhecimento público, e Missionária Gisele representa um segmento religioso que ainda não foi medido pela urna. O partido não depende de um único puxador. Possui vários candidatos capazes de adicionar votos relevantes. Isso reduz o risco de colapso e transforma a chapa numa máquina de somar.
Com um quociente eleitoral projetado na faixa de 150 mil votos, o Republicanos tem condições concretas de conquistar duas cadeiras com tranquilidade, seja por quociente, seja pela combinação do quociente com a distribuição das sobras. O partido não precisa que todos os nove candidatos façam votações extraordinárias. Precisa que Ícaro e Thiago mantenham parte significativa de seus eleitorados, que Heleno recupere sua presença estadual e que o grupo intermediário entregue votações entre 10 mil e 25 mil votos. Essa conta não exige milagre. Exige organização, unidade e uma campanha estadual bem coordenada.
A terceira cadeira é o prêmio possível da chamada segunda rodada da eleição proporcional, a disputa das sobras pelas maiores médias. Caso o Republicanos se aproxime ou ultrapasse os 300 mil votos, poderá entrar seriamente na briga pelo terceiro mandato. Nesse cenário, Ícaro e Thiago aparecem como favoritos às duas primeiras vagas, enquanto Heleno, Gracinha e os demais disputariam a terceira posição interna. O Republicanos não montou uma chapa para inglês ver. Montou uma chapa para mandar dois deputados a Brasília e deixar um terceiro com a mala pronta no aeroporto. O desafio não é saber se o partido elegerá. É saber se elegerá dois ou se a matemática eleitoral abrirá espaço para três.




