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Resumão Alese – 02/09/2025

Se a política sergipana fosse uma série, a sessão plenária desta terça-feira (2) seria aquele episódio que mistura drama, comédia e um pouco de improviso de quinta categoria. Deputados se revezaram no microfone com discursos que iam de cartilhas contra vício digital até cirurgias que parecem milagres do SUS versão turbo. Teve bolo de aniversário para município, desfile cívico com tocha simbólica, queixas contra empresa de saneamento e até protesto com cardápio próprio, porque em Sergipe até a greve vem temperada.

No palco, cada parlamentar tentou brilhar: uns com dados, outros com emoção, e alguns apenas com a boa e velha retórica de tribuna. O saldo? Um show que faria inveja ao Porta dos Fundos, mas com efeitos especiais pagos pelo contribuinte.

Kitty Lima (Cidadania), o alerta digital – Kitty convocou deputados e sociedade para o Seminário sobre Crianças e Adolescentes no Âmbito Digital, que acontece dia 4 em Sergipe. A pauta vai de celulares e joguinhos até redes sociais, com direito a cartilhas para pais que ainda tratam tablet como babá eletrônica. Além disso, ela destacou a importância das diretrizes nacionais para aplicativos nas escolas. Sergipe será palco do primeiro seminário após a lei contra adultização precoce — motivo de orgulho político e educativo.

Lidiane Lucena (Republicanos), cirurgia contra as filas – Na saúde, Lidiane Lucena colocou holofote no Opera Sergipe: mais de 30 mil cirurgias realizadas. Contou casos de pacientes que trocaram dor por esperança e até citou uma comadre que perdeu 20 quilos depois da bariátrica. Para ela, o programa é prova de que fila de espera pode virar fila de renascimento. E não deixou de agradecer ao governador Fábio Mitidieri e ao secretário Cláudio Mitidieri, responsáveis pela gestão que, segundo ela, fez Sergipe virar referência em cirurgias eletivas.

Linda Brasil (PSOL), trirbuna arco-íris e panela no fogo – Linda voltou a defender os auditores fiscais e criticou projeto que, na sua avaliação, exclui aposentados e servidores. Pediu negociação e emendas para corrigir injustiças. Também lembrou da mobilização dos professores, que prometem ato batizado de “Cozido do Triênio e Precatório do Fundef”, protesto com gosto de cozinha e política. E como não vive só de números, Linda destacou a Parada LGBTQIA+ em Aracaju. Apareceu de vestido com cristais bordados por ela mesma e recebeu aplausos até dos colegas de plenário. Mensagem final: resistir também é envelhecer com orgulho e dignidade.

Cristiano Cavalcante (União), Capela faz aniversário e discurso vira festa – Cristiano celebrou os 192 anos de Capela como quem canta parabéns com fogos. Citou prefeito, vice e secretários, exaltou investimentos estaduais de R$ 80 milhões e lembrou da Festa do Mastro, orgulho cultural da cidade. Falou ainda da ponte Neópolis–Penedo e das BRs em obras, apontando Capela como município símbolo de avanços. Na parte da educação, destacou pagamento de abonos do Fundef e melhorias para professores. Mas, em aparte, Linda Brasil esfriou o bolo lembrando que professor não vive de promessa: quer salário justo na conta.

Georgeo Passos (Cidadania), o ônibus que não chega – Georgeo cobrou resposta ao ofício enviado em julho sobre transporte escolar, ainda sem retorno do vice-governador Zezinho Sobral. Disse que esconder informação virou prática comum do governo e alertou para risco de tragédia diante da má conservação dos ônibus. No segundo tempo do discurso, virou porta-voz do Setembro Verde, campanha pela doação de órgãos. Pediu que a Alese fosse iluminada para reforçar a conscientização. Para ele, setembro é mês de esperança, mas também de cobrança: menos burocracia, mais respostas.

Ibraim de Valmir (PV), água pouca, crítica muita – Ibraim foi incisivo contra a Iguá Saneamento. Denunciou falta d’água em Lagarto, esgoto estourando e cobrança por serviços que não existem. Disse que a empresa trata a população com descaso e alertou que os mesmos problemas se repetem em outras cidades. Georgeo entrou na crítica lembrando de uma escola em Itabaiana que suspendeu aulas por falta de água. Para fechar o tom ácido, recordou o aumento de quase 8% na tarifa de setembro. Pergunta que ficou no ar: o serviço melhorou? Pelo visto, não.

Manuel Marcos (PSD), tocha acesa e flash garantido – Manuel destacou a abertura da Semana da Pátria com desfile de estudantes, presença das Forças Armadas e tocha simbólica percorrendo terra, céu e rio. Foi celebração simples, mas significativa. Ainda aproveitou para homenagear repórteres cinematográficos, lembrando que são eles que dão visibilidade ao que acontece. Na tradução do discurso: sem câmera, político não existe.

Luciano Pimentel (PP), lira em tom maior – Luciano comemorou a assinatura da ordem de serviço para a reforma da sede da Lira Nossa Senhora Santana, em Simão Dias. A emenda de sua autoria vai reformar telhado, banheiros e climatizar o prédio. Ele ressaltou a importância cultural da instituição, que forma jovens músicos e mantém viva a tradição musical da cidade. Com a obra, os ensaios vão ganhar cenário mais digno — sem goteira atrapalhando o compasso.

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