Na Assembleia Legislativa de Sergipe, a terça-feira teve cara de maratona política: dez projetos do Executivo aprovados, discursos de agradecimento, cobranças pontuais e até solenidade maçônica no meio do roteiro. Mas, no comando do espetáculo, um nome se destacou, Jeferson Andrade, presidente da Casa, que conseguiu o que parecia improvável: juntar situação e oposição em torno de pautas pesadas como reajuste de servidores, combate à fome, programas sociais e reforço na segurança. Sob sua batuta, o plenário virou orquestra afinada. Ao redor, cada deputado aproveitou a deixa para emplacar seu papel: de engenheiro de obras a xerife do interior, de defensor das mães a porta-voz da maçonaria. No fim, foi sessão com cheiro de mutirão, mas embalada como grande concerto político.
Jeferson Andrade (PSD), o maestro da harmonia parlamentar – A Assembleia Legislativa foi coral de igreja: todo mundo afinado (pelo menos por um dia). Mérito do presidente Jeferson Andrade, que transformou a votação de dez projetos do Executivo num verdadeiro mutirão político. Conseguiu algo raro: unir situação e oposição em torno de pautas como reajuste de servidores, combate à fome, programas sociais e reforço na segurança. Jeferson saiu da sessão com status de maestro, regeu as bancadas, segurou o tom e mostrou que sabe usar a batuta do consenso sem desafinar. Quando até adversário reconhece o valor das pautas, é sinal de que a condução não só foi firme, como também política no melhor sentido da palavra.

Kaká Santos (União) – O xerife de Umbaúba – Kaká não perdeu tempo: agradeceu reforço policial no fim de semana em Umbaúba e cravou seu bordão: “polícia na rua é cidadão seguro”. Além disso, trouxe presente para Tobias Barreto: anúncio de investimento de R$ 16 milhões para transformar a Avenida Rotary Club em novo centro comercial. Entre segurança e obra, Kaká foi de delegado a engenheiro em um só discurso.
Adailton Martins (PSD), o esclarecedor de licitação – No embalo do aparte, Adailton assumiu a função de professor de licitação: explicou que a empresa participante foi inabilitada, que houve recurso negado e que um novo edital está em curso. Um daqueles momentos em que o deputado vira Google de processo burocrático, mas sem anúncio patrocinado.
Luciano Pimentel (PP), o maçom do ano – Luciano não apenas celebrou o Dia do Maçom, mas também colheu os frutos: recebeu moção de gratidão e foi escolhido como Maçom do Ano 2025. Fez discurso lembrando a lei de sua autoria, que instituiu a sessão anual em homenagem à maçonaria. A solenidade virou aula de história, com citação de José Bonifácio a Rui Barbosa, tudo com direito a aplausos de mestres, grão-mestres e irmãos de compasso. Luciano saiu da sessão mais reconhecido que estrela de novela em premiação.

Áurea Ribeiro (Republicanos), a madrinha das mães – Áurea comemorou a aprovação do Programa Mãe Sergipana, que vai apoiar financeiramente cinco mil gestantes em situação de vulnerabilidade. Fez discurso emocionado, apontando para redução da mortalidade materna e infantil, e não perdeu a chance de elogiar a primeira-dama Érica Mitidieri. Também destacou o fortalecimento da agricultura familiar e vibrou com o auxílio às catadoras de mangaba, dizendo que o projeto “Mão Amiga” dá dignidade a mulheres que sustentam famílias com suor da coleta. Áurea saiu da tribuna como madrinha oficial das mães sergipanas.
Resumo da ópera – Na Alese, o dia foi de pauta cheia, discursos cheios e clima de convergência. Jeferson Andrade segurou o timão com firmeza e ganhou elogios até da oposição, enquanto cada deputado aproveitou para deixar sua marca, seja no asfalto, na segurança, nas tradições maçônicas, nas mães vulneráveis ou até nas pontes em crise. Foi sessão de Assembleia, mas com cara de assembleia geral de condomínio: todo mundo saiu falando, reclamando, agradecendo e, claro, garantindo que o futuro de Sergipe passa por sua assinatura.




