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Resumão da ALESE

Bastidores da Alese, sessão com raio-x da saúde, polêmica no TAF e ônibus na berlinda

Se o plenário da Assembleia Legislativa fosse um palco de stand-up político, a sessão desta quinta-feira renderia aplausos, vaias e até suspiros de alívio. Teve deputada apresentando um “check-up” de avanços na saúde que mais parecia balanço de fim de mandato; parlamentar aplaudindo secretário por levar a escola para a estrada; cobrança sobre suposta maracutaia em teste físico de concurso; e, claro, o transporte público da Grande Aracaju como prato principal de um banquete de críticas, defesas e cutucadas. No cardápio: UTI pediátrica, telemedicina, cadeiras de rodas, precatórios, poesia, consórcio de transporte e até marca-passo. Tudo servido com tempero político e, em alguns casos, com pimenta extra.

Dra. Lidiane Lucena, check-up político da saúde – subiu à tribuna como quem leva um prontuário completo: apresentou um raio-X dos avanços na saúde de Sergipe e saiu distribuindo boas notícias. Foram 40 leitos de UTI pediátrica, telemedicina conectando até aldeia indígena, 4 mil cadeiras de rodas personalizadas, novo mamógrafo na “Carreta da Mulher” e em Aquidabã, e até o primeiro implante de marca-passo definitivo no HUSE. Entre um dado e outro, parabenizou o governador Fábio Mitidieri e o secretário Cláudio Mitidieri. O recado foi claro: saúde não é só tratamento, é gestão com diagnóstico e resultado.

Manuel Marcos, educação na estrada – perdeu a primeira edição da Secretaria de Educação Itinerante em Propriá por conta de cirurgias, mas fez questão de registrar aplausos ao secretário Zezinho Sobral. Gostou da ideia de levar a gestão escolar para os municípios, visitar obras e discutir alfabetização com prefeitos e diretores. Para ele, educação itinerante é igual ao ônibus escolar: só funciona se chegar até o aluno.

Kitty Lima, precatórios na veia – comemorou a liberação de R$ 102 milhões para pagamento de precatórios. Explicou que, a partir do dia 18, começa o prazo para aderir ao acordo que garante o recebimento mais rápido (com desconto de 40%). Relembrou histórias de gente que espera há anos para reformar a casa ou pagar tratamento médico. E deixou a dica: “Quem tiver direito, corre pro portal gov.br ou para o Palácio da Justiça entre 27 e 29 de agosto”.

Garibalde Mendonça, sarau de alto quilate – convidou todos para o Sarau Sergipano de Mulheres em homenagem aos 100 anos de Maria Lívia Madureira Pina. Promete poesia, música e sorteio, tudo no dia 17, na Livraria Escariz. Vai ser cultura, memória e feminilidade na mesma estrofe.

Georgeo Passos, Linda Brasil e o TAF explosivo botou a lupa sobre o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso da PM. Apresentou prints, áudios e denúncias de que personal trainers teriam treinado candidatos e depois virado avaliadores na prova. Para ele, isso é “conflito de interesse” e pode comprometer a lisura do concurso. Quer respostas da PM, da Secretaria de Administração e do Governo. Linda Brasil (PSOL) reforçou: disse que alguns candidatos foram reprovados injustamente, enquanto os “alunos” dos avaliadores passaram ilesos. Para ela, a solução é anular o TAF e preservar a credibilidade. No embalo, lembrou que já houve problemas semelhantes com essa banca em outros estados. Foi praticamente uma aula prática de “como criar crise em concurso público em 5 minutos”.

Linda Brasil, Kitty Lima e Georgeo Passos, o consórcio do transporte na berlinda – Linda criticou duramente a possibilidade de Aracaju sair do consórcio metropolitano de transporte. Para ela, isso é “retrocesso” e ameaça a integração entre municípios, prejudicando moradores da periferia. Kitty Lima também entrou na bronca, cobrando diálogo da prefeita Emília Corrêa. “Decisões sem ouvir todo mundo só prejudicam quem mais precisa”, disse, lembrando que mais de 800 mil pessoas dependem do sistema. Georgeo Passos pediu cautela e diálogo, reconheceu avanços recentes na frota de ônibus e rebateu que decisões unilaterais estariam sendo tomadas. No fim, cada um puxou a discussão para um lado, mas todos concordaram que transporte ruim e briga política não levam passageiro a lugar nenhum

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