A 75ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Aracaju foi marcada por uma pauta extensa e diversificada, refletindo o envolvimento dos parlamentares em diferentes áreas de interesse público. Os debates abrangeram temas como infraestrutura, abastecimento de água, saúde, educação, inclusão social, fiscalização de contratos e valorização de instituições de relevância histórica para o estado.
Durante a sessão, os vereadores discutiram a continuidade das obras no loteamento Paraíso do Sul, a situação dos vigilantes desligados de escolas municipais, a crise hídrica que atinge diversos bairros de Aracaju, e os novos modelos de atenção primária à saúde implantados no município. Também foram abordados projetos de lei voltados à promoção da saúde mental, aos direitos das pessoas com deficiência, à transparência no consumo de combustíveis e à preservação ambiental.
Além disso, a Casa realizou uma audiência pública, de autoria do vereador Levi Oliveira, para debater a trajetória e a contribuição do Sesc e do Senac em Sergipe, destacando seu papel na educação, cultura, saúde e qualificação profissional ao longo de quase oito décadas.
A sessão evidenciou um plenário ativo e plural, com vereadores atuando em diversas frentes e apresentando propostas que buscam fortalecer as políticas públicas, promover a inclusão social e garantir melhores condições de vida para a população aracajuana.
Levi Oliveira – o maestro da pauta social – Levi trocou a corneta política pela batuta e conduziu uma audiência pública sobre o Sesc e o Senac com a precisão de maestro: chamou ex-alunos, emocionou plateia e fez a Câmara parecer sala de concerto. No intervalo entre uma fala e outra, ainda arrumou tempo para defender os vigilantes desligados de escolas, virou praticamente o “vigia dos vigilantes”. Se mantiver esse ritmo, em breve estará regendo orquestra e sindicato ao mesmo tempo.
Isac Silveira – o Sherlock do Natal Iluminado – Presidindo a CPI do Natal Iluminado, Isac mostrou que não está para enfeite: pediu documentos à Emsurb, à Controladoria e, se deixar, pede até para o Papai Noel apresentar recibo do trenó. Disse que quer transparência e seriedade. Se o pisca-pisca tiver custado preço de joia, Isac promete descobrir antes que a Lapônia atualize o GPS..
Breno Garibalde – o detetive do layout desaparecido – Relator da CPI do Natal Iluminado, Breno quer localizar os misteriosos “layouts fantasmas” do projeto. Enquanto alguns discutem qual cor usar nas luzes, ele quer saber quem acendeu a conta. Se conseguir provar que o presépio custou mais que carro importado, entra para os anais da Câmara como o homem que transformou decoração em denúncia.
Thannata da Equoterapia – a ninja da inclusão – Thannata apresentou mais projetos que festa de inauguração: criou capacitação para agentes de segurança abordarem pessoas com autismo, lançou a Semana da Pessoa com Deficiência e ainda apresentou o Dojo da Inclusão, que vai ensinar artes marciais a crianças neurodivergentes. A meta? Uma cidade onde todos tenham espaço e, se preciso, saibam aplicar um ippon na exclusão.
Fábio Meireles – o terapeuta da tribuna – Fábio falou de saúde mental materna e de transparência nos preços de combustíveis. Quer cuidar da cabeça das mães e do bolso dos motoristas, tudo no mesmo discurso. Se conseguir, Aracaju será a primeira cidade onde se abastece o carro e sai com cartilha de autocuidado emocional.
Lúcio Flávio – o orador geopolítico – Lúcio dividiu o discurso entre elogiar a prefeita por colocar uma bandeira na Praça da Bandeira, alertar sobre os novos limites territoriais de Aracaju e criticar o STF. Convocou um “ato de oração mensal pelo Brasil” e contestou o uso da palavra “genocídio” no projeto de Iran Barbosa. Para ele, paz sim — mas com precisão semântica e bandeira bem hasteada.
Professora Sônia Meire – a Cassandra da água – Sônia foi direta: culpou a falta de investimentos e o desmonte da Deso pela crise hídrica. Disse que água é direito humano e não produto de prateleira. Com a firmeza dela, se criarem uma CPI da Seca, a relatoria já tem dona e discurso pronto.
Selma França – a cronista do protagonismo feminino – Selma falou sobre a atuação do governo no enfrentamento emergencial da falta de água e, no mesmo fôlego, elogiou a Cavalgada das Mulheres. Mostrou que é possível defender abastecimento e protagonismo feminino na mesma fala e sem deixar cair o estilo.
Joaquim da Janelinha – o fiscal das calçadas (e das lixeiras) – Joaquim saiu em defesa das obras no Paraíso do Sul e garantiu que o atraso foi culpa da chuva, não da gestão. Também comemorou a sanção de sua lei que obriga estacionamentos com ticket a instalar lixeiras. Virou o guardião oficial dos resíduos da cidade: se depender dele, até o papelzinho do pedágio terá destino nobre.
Marcel Azevedo – o otimista do SUS – Marcel elogiou o novo modelo de atenção primária à saúde de Aracaju, que promete atendimento no mesmo dia. Acredita que isso vai esvaziar os hospitais e encher a esperança. Se der certo, vai merecer uma estátua de jaleco na porta da UPA.




