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Vice decorativo ou traíra estratégico? Os bastidores quentes da guerra fria entre Emília Corrêa e Ricardo Marques

Crise entre a prefeita e seu Vice

Parece que a lua de mel entre a prefeita Emília Corrêa (PL) e seu vice, Ricardo Marques (Cidadania), acabou antes mesmo de começar. E não foi por falta de aviso: quando dois egos dividem a mesma cadeira, alguém levanta. O problema é que, nesse caso, Emília já tirou o banco de Ricardo — e com gosto.

Nos bastidores da Prefeitura de Aracaju, o que se comenta é que Marques virou um vice de enfeite. A cereja do bolo (amargo) foi o Projeto de Lei Complementar nº 1/2025, enviado à Câmara no maior estilo “passa batido”, que simplesmente arranca da alçada do vice a presidência de conselhos estratégicos. Discretamente, o texto retirava do cargo já esvaziado qualquer resquício de influência real. Coincidência? Só se você ainda acredita em Papai Noel.

O vice que incomoda mais do que ajuda

Enquanto Emília tenta manter o verniz de uma gestão firme e “sem vaidades”, Ricardo Marques parece seguir outro roteiro: o da construção de sua própria narrativa — mais ambiciosa, mais midiática e, claro, mais ampla. Quem acompanha os movimentos de Ricardo percebe que ele não está ali apenas para segurar a ponta da faixa.

Mesmo com suas funções de vice esfareladas, ele segue coordenando a comunicação da prefeitura com uma presença ativa — quase obsessiva — nas redes sociais e na imprensa. E por trás disso tudo, há quem diga: Ricardo quer mais. Muito mais.

O cargo que ele quer ninguém fala, mas todo mundo sabe

Em 2022, Marques disputou uma vaga na Assembleia Legislativa e não foi eleito, mas saiu da eleição como suplente e com mais de 12 mil votos — um número que botou muita gente para pensar. Desde então, seu nome volta e meia aparece em especulações sobre possíveis candidaturas futuras. Deputado estadual? Federal? Senador? Prefeito? Ele nunca confirma. Mas também nunca nega.

Entre aliados próximos à prefeita, o desconforto é claro. Há quem diga que Ricardo já fala, nos bastidores, como se fosse líder de oposição — isso mesmo, oposição dentro da própria gestão. Gente próxima à prefeita, como os irmãos Amorim e até seu marido, já estariam trabalhando para minar qualquer movimento autônomo de Ricardo nos próximos meses.

Clima de ruptura total?

Os sinais da ruptura são públicos. Em eventos oficiais, os dois nem dividem mais o mesmo espaço. No aniversário de Aracaju, por exemplo, cada um foi para um canto. Literalmente. Enquanto Emília discursava no palanque, Ricardo fazia pose para fotos com aliados — longe do palco central.

Portanto, se alguém ainda acha que esse casamento político tem salvação, é bom tirar o cavalinho da chuva. O jogo de cena virou guerra fria. E, como sabemos bem, em política, quando a briga começa nos bastidores, o sangue só demora um pouco mais pra aparecer no palco principal.


E você, acredita que Ricardo Marques vai mesmo bater de frente com Emília? Ou está só jogando para a torcida? Comente, compartilhe e fique de olho: o jogo político em Aracaju promete capítulos ainda mais escandalosos.


Fontes Principais:

Sergipense.com.br, Fanf1.com.br, Aracaju.se.leg.br

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