Na Câmara de Aracaju, o que parecia ser só mais uma sessão se transformou em palco de um discurso explosivo do presidente Ricardo Vasconcelos. Em tom elevado, sem meias palavras e mirando diretamente a prefeita Emília Corrêa, ele deixou claro que o Legislativo não aceitará ser reduzido a extensão do gabinete do Executivo. Se a prefeita imaginava um parlamento submisso, domesticado ou emoldurado para posar bonito nas redes, saiu da sessão com um recado que estalou mais alto que rojão em noite de São João.
Ricardo não só reagiu ao que chamou de “tratamento desrespeitoso vindo do porta-voz da feitura”, como mandou uma mensagem institucional, e pessoal: “O parlamento não se calou com Edvaldo, não vai se calar com Emília e nem com o próximo prefeito.” Traduzindo para quem ainda vive de ilusão: a cadeira de prefeita não vem com controle remoto da Câmara.

Mais do que um desabafo, foi um ato de independência: Vasconcelos colocou todos os cargos ligados a ele dentro da Prefeitura à disposição da prefeita. Disse, de forma clara, que não aceitará ordens do Executivo nem permitirá que sua postura institucional seja confundida com troca de favores. Um gesto raro em tempos de carreirismo político e cargos distribuídos como balas em palanque. Ele não está no jogo para agradar, está para fiscalizar. E quem quiser que ele se curve, que tire o cavalo da chuva e a caneta do bolso.
E por falar em Emília Corrêa, vale lembrar que a atual prefeita não nasceu no berço do sistema, ela se elegeu como outsider: “É desse jeito!”, gritando contra a política tradicional, denunciando os vícios da gestão passada, abraçada ao seu vice Ricardo Marques como símbolo da renovação. Hoje, em apenas seis meses de gestão, Emília protagoniza exatamente aquilo que dizia combater: blindagens, distanciamentos e, o que é mais grave, perseguições veladas a quem ousa apontar erros. Se antes era pedra, agora tenta ser vitrine à força, mas não percebeu que a moldura está trincando.
E o episódio da camisa (mimo recebido para o São João) não entregue ao presidente da Câmara pode parecer pequeno, mas revela muito. Enquanto alguns vereadores desfilavam nas redes sociais com o uniforme da gestão, posando felizes ao lado da prefeita, Vasconcelos ficou de fora do figurino oficial. E quando a exclusão simbólica se junta ao desrespeito institucional, o resultado é pólvora com fósforo. O discurso não foi sobre camisa, foi sobre postura. Foi sobre um governo que parece querer montar um camarote e deixar o resto do parlamento na arquibancada.
A frase final do presidente selou o recado com a elegância de um tapa de luva de couro cru: “Passarinho que briga com o pé de pau não tem onde dormir.” HILTON LOPES. Ou seja, prefeita, cuidado com quem você tenta emparedar: o pé de pau pode ser a própria Câmara, e o ninho político que você tenta construir pode acabar sem base para pouso. Ricardo deu o recado olhando para o plenário, mas falando para a cidade: a prefeita está brincando com o equilíbrio entre os poderes, e isso, na prática, é flertar com a instabilidade.
Emília, que um dia foi sinônimo de resistência, hoje começa a ser vista como intolerância maquiada de autoridade. E se continuar nesse compasso, tratando vereadores como figurantes, vai perceber que a popularidade não se sustenta no grito, muito menos no silêncio forçado dos outros.
A verdade é que o discurso de Vasconcelos expôs uma ferida aberta na gestão: a prefeita não sabe lidar com crítica, muito menos com independência. E isso, para quem ocupa o maior cargo da cidade, é mais perigoso que oposição barulhenta. É autossabotagem.
Enquanto isso, Ricardo Vasconcelos que poderia ter feito vista grossa, mantido a pose e guardado o desabafo para os bastidores, preferiu deixar claro que não dança conforme o forró da prefeita. E mais: que não teme desafinar, se o arrasta-pé for de submissão.
O parlamento não está em festa, mas também não está de joelhos. E o recado está dado, em alto e bom som: “Quem quiser governar Aracaju, que respeite seus poderes. Senão, nem camisa personalizada vai salvar a imagem de uma gestão que já começa a perder o tom”.





Respostas de 6
Esse é meu presidente por isso que não canso de dizer que vc é nosso orgulho Sergipano.
Concordo com as palavras ditas pelo vereador e presidente da câmara de vereadores Ricardo Vasconcelos! O que vemos em outras gestões na presidência da câmara foram demostrações de fraqueza e de obediência de outros presidentes da câmara, hoje vemos no segundo mandato de vereador e presidente da câmara, uma pessoa de pulso e que demostra lealdade ao povo aracajuano que confiou e depositou confiança no vereador! Parabéns vereador Ricardo Vasconcelos!
Esse defende os Aracajuanos. É desse jeito, parabéns Vereador Presidente Ricardo Vasconcelos, pela brilhante atuação em defesa dos Aracajuanos👏👏👏👏Vc nos representa.
A cada dia eu fico mais fã do vereador Ricardo Vasconcelos, ele se mantém coerente e honesto consigo mesmo. Isso é fazer política com honestidade. Parabéns Ricardo, continue assim!
Muito bem Ricardo, o povo te escolheu! Sua voz é a nossa voz, e não deve ser calada!
O Melhor Presidente que a Câmara já teve
O presidente que conseguiu restaurar a independência na queda casa não se distanciando da harmonia entre os poderes, Parabéns Ricardo