Eles prometeram “socorrência”. Nova política, nova cara, nova fase. E o povo acreditou — tanto que deu a Samuel Carvalho a maior votação da história de Nossa Senhora do Socorro. Mas o que recebemos de volta? Dívidas astronômicas, falta de transparência e um silêncio constrangedor diante dos próprios aliados. O sonho virou cobrança. E das pesadas.
Dívida bilionária e coleta de lixo colapsada
Comecemos pelos números que ninguém mais consegue esconder — nem o próprio prefeito. A cidade está atolada em quase R$ 800 milhões em dívidas, divididas entre Previdência (R$ 480 milhões), Fazenda Nacional (R$ 180 milhões) e precatórios (R$ 64 milhões). E tem mais: só com a empresa Torre, responsável pela coleta de lixo, o débito é de R$ 65 milhões.
Resultado? A coleta opera no modo “gambiarra”: com menos de 30% da capacidade total. O lixo se acumula nos bairros, o serviço básico falha — e a prefeitura admite que não tem dinheiro para manter os contratos antigos.
Agora, pergunte-se: se nem o lixo está sendo recolhido, o que sobra da tal “socorrência”?
Justiça barra uso de recursos da DESO
A cereja do bolo é a decisão da Justiça de Sergipe que bloqueou o uso dos recursos da concessão da DESO. O dinheiro, que deveria ajudar em obras e saneamento, agora está retido em conta judicial. Motivo? Garantir que o município não afunde de vez.
Ou seja, além da falta de verba, o pouco que entra está travado. O Tesouro Nacional até deu nota “B” para a capacidade de pagamento da prefeitura — mas quem vive o cotidiano de Socorro sabe que essa “nota boa” não apaga o caos na saúde, infraestrutura e serviços básicos.
Cortes midiáticos e promessas jogadas no lixo
Samuel Carvalho apareceu nos holofotes com o discurso do “bom gestor”. Disse que cortou carros oficiais, apertou os cintos nas secretarias, tentou equilibrar as contas. No papel, soa bonito. Na prática, o buraco continua fundo e aumentando.
Base aliada na bronca: prometeram, não cumpriram
A base que ajudou a eleger Samuel já dá sinais claros de desgaste. Nos bastidores da Câmara e das secretarias, o que se ouve são reclamações sobre acordos não cumpridos e um prefeito que evita conversar sobre política.
Deputados e lideranças locais dizem que as obras em andamento foram viabilizadas por emendas anteriores à gestão atual. A deputada Carminha, por exemplo, já afirmou publicamente que várias intervenções creditadas ao governo Samuel foram, na verdade, frutos do trabalho dela — ainda na gestão passada.
Internamente, a pergunta ecoa: “Se o gestor não fala com quem o elegeu, vai falar com quem?” O vácuo político começa a abrir espaço para oposição interna, rompimentos e, o pior de tudo: deslegitimação.
“Socorrência” virou ilusão?
Quem anda pelas ruas de Socorro não sente melhora. Sente abandono. A tal “nova política” virou um slogan vazio. Faltam ações concretas, sobram discursos ensaiados. E a população? Segue mal informada, enfrentando lixo acumulado e ouvindo promessas de contenção que nunca se concretizam.
Não adianta tentar maquiar a crise com números bonitos em relatórios. A realidade é crua: os serviços estão falhando, os contratos estão suspensos e o povo está perdendo a paciência.
O que falta? Coragem, transparência e escuta
Se Samuel Carvalho quiser salvar sua gestão — e a cidade — precisa parar de tentar vender fumaça. A população exige, no mínimo:
- Transparência radical: publicar o detalhamento da dívida, receitas e bloqueios.
- Prestação de contas real e contínua, com dados acessíveis e atualizados.
- Reuniões com a base política, para explicar as limitações e dividir soluções.
- Corte de privilégios reais, com foco em saúde, educação e limpeza urbana.
- Ativação da fiscalização, com imprensa, MP e sociedade civil acompanhando cada passo da gestão.
Caso contrário, a “socorrência” prometida será apenas mais um caso de marketing político que virou lenda urbana — dessas que o povo aprende a não acreditar nunca mais.
E você, leitor?
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Fontes Principais:
- Socorro SE
- Fan F1
- Estância Agora
- Capital do Agreste
- Tesouro Nacional




