Enquanto muitos discursos sobre educação morrem na primeira vírgula, Suzana Azevedo resolveu agir. E quando se fala de crianças sergipanas estudando em escolas sem água potável ou saneamento básico, o verbo não pode ser outro: agir. É isso que a presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe está fazendo com coragem, estratégia e coração.
Ontem, 30 de maio, Suzana esteve à frente de uma reunião decisiva com o Ministério Público Estadual para alinhar uma força-tarefa que promete virar o jogo em escolas que foram esquecidas pela infraestrutura, mas jamais pela esperança. De 2 a 6 de junho, equipes do TCE e do MPE estarão nas salas de aula de 19 escolas públicas do interior sergipano, visitando também outras 11 que já passaram por avaliação técnica.
Escolas como as de Boquim, Barra dos Coqueiros, Santa Luzia do Itanhy e Santana do São Francisco, identificadas no Censo Escolar 2024 como sem acesso à água potável, estão no foco da missão. É a educação sendo tratada com o básico que sempre foi urgente, água limpa, banheiro decente, dignidade para aprender.
Suzana Azevedo não economizou verdade ao afirmar:
“Na hora que levarmos água potável e saneamento para todas as escolas que ainda não têm, nós estaremos fazendo com que as escolas melhorem o aprendizado e o ambiente escolar seja ideal. Tenho certeza que esse trabalho ajudará a erradicar esse problema nas escolas sergipanas.”
A ação, intitulada “Sede de Aprender”, integra uma mobilização nacional coordenada por instituições como a Atricon, o Instituto Rui Barbosa, o CNMP e o MP de Alagoas. Mas em Sergipe, a condução de Suzana se destaca por não deixar o problema só no papel.

O procurador-geral de Justiça, Nilzir Soares, também reforçou a importância do movimento:
“Água e saneamento na rede de ensino estadual é o mínimo. E vamos atuar energicamente para que essa realidade seja superada.”

E como disse o promotor Fausto Dias, água potável e saneamento são tão essenciais quanto lápis e caderno. Sem isso, não há como falar de aprendizado — há apenas sobrevivência.
Suzana Azevedo mostra, com essa iniciativa, que é possível transformar fiscalização em mudança concreta e transformar estatísticas em ação. Com ela, o TCE/SE não apenas cobra: faz. E faz com propósito. Que outras lideranças sigam o exemplo. Porque dignidade não é luxo, tem que ser regra




