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Seleção tropeça, político decola e o eleitor pede o Var

Em clima de Copa do Mundo, com o Brasil entrando em campo hoje contra o Haiti e o país inteiro já preparado para parar, torcer, sofrer e reclamar do juiz, o Portal Fausto Leite resolveu brincar com a rodada, dentro e fora das quatro linhas.

A ideia é simples: pegar os últimos jogos da Copa e comparar, com bom humor, cada seleção a um personagem da política sergipana. É uma resenha leve, descontraída e cheia de trocadilhos, mas com aquele fundinho de verdade que todo torcedor e todo eleitor reconhecem de longe.

Porque futebol e política têm muito em comum: favorito tropeça, azarão cresce, pesquisa vira placar, torcida desconfia do narrador e sempre aparece alguém comemorando antes do apito final. Então leia, compare e ria à vontade, porque o texto é brincadeira, mas o campeonato é sério.

Ancelotti descobre que o apocalipse não era tudo isso. Depois do empate com o Marrocos, Ancelotti quase pediu o manual de devolução da Seleção Brasileira. Mas bastaram alguns tropeços alheios, Espanha escorregando, Portugal cochilando — para o velho Carletto perceber que o Brasil não estava no fundo do poço; estava só fazendo suspense. Na política sergipana, Valmir de Francisquinho vive movimento parecido. Começou lá embaixo em alguns cenários, tratado por adversários como quem estava apenas “compondo tabela”, mas foi pontuando, crescendo e voltando a aparecer no jogo. Quando as pesquisas colocam Fábio Mitidieri na frente, Valmir contesta, questiona o placar e age como aquele time que não aceita sair de campo antes do VAR revisar o lance. É o famoso caso do jogador que parecia distante da área, mas foi avançando, ganhando terreno e obrigando a defesa adversária a olhar pelo retrovisor. Valmir saiu do canto das especulações para virar personagem central da disputa. Agora a ordem no campo político é simples: menos soberba, mais marcação porque, pelo andar do campeonato, tem gente que achava que ele estava fora do jogo e agora já percebeu que o homem voltou para disputar bola dividida.

México chega primeiro e descobre que a copa não dá recibo de campeão – O México foi a primeira seleção classificada para a nova fase da Copa e já está comemorando como quem encontrou vaga na sombra em shopping lotado. Mas a história recomenda cautela: ser o primeiro a passar de fase é bonito, rende manchete e enche o peito da torcida, mas não garante taça. Na política sergipana, Fábio Mitidieri conhece bem essa sensação. Durante muito tempo, as pesquisas apontavam ele em primeiro lugar, e o ambiente parecia tão tranquilo que tinha gente achando que a eleição seria W.O., com adversário nem aparecendo para assinar a súmula. Só que eleição é igual Copa: quem entra achando que já está classificado pode descobrir, no meio do jogo, que favoritismo não levanta troféu sozinho. O México passou cedo, Fábio largou na frente, mas tanto no futebol quanto na política vale a mesma regra: comemorar antes do apito final é pedir para virar meme no grupo da família.

André Moura Faz Como Messi: Começa Discreto e Decide o Jogo. Messi estreou na Copa fazendo três gols e lembrando ao mundo que craque não precisa pedir licença para entrar na história. A Argentina venceu, o camisa 10 decidiu e saiu de campo como quem apenas cumpriu expediente. Na política sergipana, André Moura tenta movimento parecido. Começou discreto, tocando a bola sem barulho, enquanto muitos diziam que ele tinha eleição segura para deputado federal. Mas André mudou o gramado, mirou o Senado e a campanha foi ganhando corpo. É o famoso jogador que parecia só aquecer, mas quando a bola veio, dominou, levantou a cabeça e chutou colocado. Messi fez hat-trick na estreia. André tenta fazer o hat-trick da política: articulação, interior e lembrança eleitoral. E quando os adversários percebem, o nome que parecia “candidato a federal” já está dentro da área do Senado.

Canadá faz seis, mas o jogo terminou em silêncio O Canadá atropelou o Catar por 6 a 0 e entrou em campo no mesmo patamar da porcentagem de Ricardo Marques para o governo de Sergipe: seis. A diferença é que, no caso canadense, os seis apareceram no placar e fizeram barulho. A seleção marcou mais gols numa noite do que em boa parte da sua história em Copas e ainda assumiu a liderança do grupo. Mas a goleada acabou ficando em segundo plano depois da grave lesão de Koné. Foi uma partida que começou com festa, virou preocupação e terminou em homenagem. O futebol tem dessas coisas: às vezes o placar grita, mas a emoção fala mais alto — e, nesse caso, até o 6 a 0 precisou baixar o tom.

Suíça troca o motor e vira Ferrari. A Suíça estava igual ao delegado André Davi nas pesquisas: muita gente achava que não ia decolar, que ficaria ali em modo silencioso, quase como internet lenta de repartição pública. Mas bastou Manzambi entrar, apertar o botão de atualização e a coisa subiu. Resultado: goleada por 4 a 1 sobre a Bósnia e liderança do grupo. A Suíça apareceu no alto da tabela como André Davi vem aparecendo na política: mais citado, crescendo nas pesquisas e com boa aceitação no interior. Foi o famoso “não ia decolar” que virou voo direto, sem escala e com turbulência só para os adversários.

África do Sul e Tchéquia empatam no campeonato mundial da sofrência África do Sul e Tchéquia fizeram um daqueles jogos que começam devagar, andam devagar e só lembram que são Copa do Mundo nos minutos finais. O empate por 1 a 1 foi justo, embora a palavra “justo” nem sempre seja elogio. Nos últimos quinze minutos teve emoção, tensão e desespero. Nos outros setenta e cinco, parecia uma reunião de condomínio discutindo vaga de garagem. Na política sergipana, Edvaldo Nogueira, pré-candidato ao Senado, e Rogério Carvalho parecem apostar na mesma lógica: deixar tudo para os últimos minutos, ou melhor, para os últimos dias da eleição, na esperança de virar o jogo no apagar das luzes. O problema é que, pelo que indicam as pesquisas, hoje o placar não parece favorecer nenhum dos dois. E eleição, como futebol, até permite milagre, mas não costuma perdoar quem passa o jogo inteiro esperando o acréscimo.

Richarlison não foi à copa, mas o cunhado foi convocado pela internet. Richarlison ficou fora da Copa, mas a família encontrou um jeito alternativo de entrar no Mundial. O cunhado viralizou, virou “tio do bebê” e ganhou mais atenção que muito atacante titular. Na política sergipana, Lúcio Flávio viveu algo parecido: tentou ficar no PL, tentou se ajeitar nos Republicanos, mas acabou sem escalação, sem banco de reservas e ainda levando marcação pesada de Moana Valadares e Rodrigo Valadares. Moral da história: em 2026, nem sempre quem aparece está em campo. Às vezes o sujeito tenta entrar em dois times, perde a vaga nos dois e termina virando personagem de arquibancada. No futebol, o cunhado de Richarlison viralizou entre mamadeira e rede social. Na política, Lúcio virou o “ex-Grá” partidário: não foi para a Copa, não levantou taça e ainda saiu bombardeado no aquecimento.

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