Quando se fala em política para as mulheres, Sergipe não chega de coadjuvante. O estado desembarcou em Brasília para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM) com 44 representantes eleitas democraticamente na etapa estadual. Em um país que costuma deixar o debate de gênero para o rodapé da pauta, Sergipe fez o contrário: colocou as mulheres no centro e mostrou resultados que chamaram atenção até do governo federal.
Da etapa estadual à nacional: a preparação foi séria
Em 8 de agosto de 2025, Aracaju sediou a 5ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, no Clube do Banese. O evento reuniu mais de 400 participantes, entre gestoras, conselheiras e lideranças sociais. Estiveram presentes a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o ministro Márcio Macedo, da Secretaria-Geral da Presidência.
A organização ficou a cargo da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), sob a liderança da secretária Danielle Garcia — que voltou ao cargo em 2024 após a tentativa de disputar a Prefeitura de Aracaju. Ou seja, a política voltou para as ruas e para as bases antes de desembarcar em Brasília.
Quais propostas Sergipe leva para o Brasil
A delegação sergipana não foi apenas numerosa: levou propostas concretas. Os eixos discutidos incluíram:
- Enfrentamento às violências de gênero;
- Garantia de orçamento para políticas públicas;
- Educação e saúde das mulheres;
- Diversidade e igualdade de oportunidades.
Tudo construído a partir das conferências regionais que prepararam o terreno antes do encontro estadual.
Os números que colocam Sergipe no mapa nacional
Na etapa sergipana, a ministra Márcia Lopes não poupou elogios:
- Sergipe é o estado que mais reduziu feminicídios no país;
- Está implementando a Casa da Mulher Brasileira;
- Foi o terceiro estado que mais reduziu homicídios contra mulheres e o que mais reduziu estupros;
- Ganhou o título de estado mais seguro do Nordeste.
E não parou aí: o governador Fábio Mitidieri fez questão de frisar que mais de 40% dos secretários e mais de 50% dos cargos de liderança do governo são ocupados por mulheres. Em tempos de discurso vazio, números assim têm peso.
A política também esteve presente
Deputadas como Maisa Mitidieri (PSD) e Linda Brasil (PSOL), além da vereadora Sonia Meire (PSOL), reforçaram que o debate sobre gênero não pode ser restrito ao Executivo. Parlamentares sergipanas deram o tom de que a discussão vai além de programas de governo: trata-se de garantir voz e espaço institucional às mulheres.
Por que essa conferência importa
Vale lembrar: o Brasil ficou quase dez anos sem realizar conferências nacionais de políticas para as mulheres. A retomada desse processo é histórica. Como disse a ministra Márcia Lopes: “Ficamos dez anos sem convocar as conferências e, agora, Sergipe cumpre essa tarefa importantíssima”.
Portanto, não é exagero dizer que a presença de Sergipe na 5ª CNPM não é só numerosa: é simbólica. Mostra que um estado pequeno pode dar lição de política pública em nível nacional.
E você, acha que Sergipe pode virar referência para outros estados na construção de políticas para as mulheres? Comente e compartilhe a matéria para ampliar esse debate.
Fontes principais
Governo de Sergipe, Gov.br Mulheres, Agência Brasil, Assembleia Legislativa de Sergipe.




