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Sessão Ordinária… Câmara dos Vereadores

A última sessão da Câmara de Aracaju foi daquelas que valem uma pipoca. Vereador com vídeo debaixo do braço, discurso cheio de emoção e uma vontade enorme de parecer que está resolvendo tudo — mesmo quando não resolve nada. Teve gente denunciando enchente com o pé ainda molhado, outro transformando a tribuna em púlpito com convite pra espetáculo bíblico, e até quem quase chorou homenageando político de estimação. No meio disso tudo, faltou só ação de verdade.

Miltinho Dantas (PSD) – Entrou em campo como capitão da segurança pública. Pegou o microfone e lançou elogios ao Governo do Estado pela valorização das forças policiais. Bateu continência com palavras, avisando que se o governador seguir firme nos acordos, os salários perdidos serão resgatados com juros e correção emocional.  Frase de impacto: “Sergipe é o estado mais seguro do Nordeste. Três anos seguidos! Não é sorte, é investimento.”

Pastor Diego (União Brasil) – Transformou a tribuna em altar. Homenageou os pastores Luís Antônio e Cida pelos 40 anos de ministério com emoção e orgulho. Depois, soltou a programação do maior culto open air de Aracaju: o Sermão do Monte. Vai ter dança, teatro, encenação… e muita fé no palco da Orla da Atalaia. Convocação divina: “Sexta-feira, 16h! Vai ter palavra, louvor e até a Paixão de Cristo encenada. Evento família, evento fé!”

Alex Melo (PRD) – Chegou com lama nos sapatos e denúncia nos olhos. Mostrou vídeo do sufoco vivido pela comunidade do Pantanal com as chuvas. Entrou nas casas, viu móveis perdidos, e disparou contra 16 anos de inércia de governos passados. Elogiou a Secretaria de Assistência Social, mas exigiu solução definitiva. Desabafo: “A água entrou, a revolta também. Visitei, vi de perto – o povo tá no limite!”

Anderson de Tuca (União Brasil) – Entrou no modo “Arquivo Confidencial” e fez uma declaração digna de fã-clube político. Relembrou os feitos de André Moura por Aracaju com tanta convicção que quase pediu uma estátua. Pediu que as pessoas deixem de lado a torcida e reconheçam o que foi feito. Momento “cartinha do fã”: “Você pode até não gostar dele… mas ele fez por Aracaju!” — faltou só o fundo musical e uma lágrima escorrendo.

Bigode do Santa Maria (PSD) – Abriu o coração e o microfone. Denunciou a fome que assombra as periferias de Aracaju. Falou de famílias sem colchão, sem gás e – o pior – sem comida pra dar às crianças. Convocou a população pra Audiência Pública sobre o abandono no Conjunto 17 de Março. Grito de urgência: “Não é só pobreza. É descaso. E quem tem fome, tem pressa!”

Binho (Podemos) – Chegou pedalando a indignação. Mostrou vídeo da avenida Santa Gleide, onde a ciclofaixa evaporou. Pediu que a SMTT entre em ação, principalmente nos horários de pico. Disse que ciclistas estão disputando espaço com carros e azar com acidentes. Chamado ao bom senso: “Se você precisa da bike pra trabalhar, hoje está arriscando a vida. Isso é injusto!”

Breno Garibalde (Rede) – Assumiu o posto de defensor da história. Levou fotos do Instituto Parreiras Horta, antes e depois do colapso. Disparou: “Sem memória, não tem identidade.” Também levantou a bandeira da preparação climática: Aracaju está vulnerável e precisa acordar. Clamor cultural: “A cidade está perdendo sua alma. E quando vier o próximo temporal, o que vai cair é a nossa responsabilidade.”

Camilo Daniel (PT) – Veio na pegada “último bastião da democracia”. Subiu na tribuna com o dedo em riste contra a possível anistia dos atos de 8 de janeiro. Chamou de atentado, crime e erro imperdoável. Mas, no meio da indignação, esqueceu que o MST já invadiu, ocupou, e saiu de boa… e que tem petista anistiado fazendo churrasco em Brasília. Discurso de barricada: “Anistiar o quê? A democracia quase foi assassinada!” — Só faltou lembrar que a memória é curta, mas a internet não perdoa.

Fábio Meireles (PDT) – Foi à Emsurb e voltou com dados. Disse que agora tem mais equipes limpando canais, mas que se o final do sistema tá entupido, a cidade vira piscina. Ainda levantou a voz pelos taxistas, que viraram invisíveis desde que o Uber chegou. Reforço urbano: “Sem drenagem, qualquer chuvinha vira caos. E os taxistas? Esquecidos na era digital!”

Levi Oliveira (PP) – Abriu o Grande Expediente com parabéns e cobrança. Felicitou o senador Laércio Oliveira e logo depois partiu pro ataque: denunciou a paralisação dos garis e pediu socorro para o posto de saúde do Santos Dumont. De quebra, quer mapas nos abrigos de ônibus. Apelo prático: “Se você não sabe pra onde o ônibus vai, nem Deus ajuda. Tem que ter mapa!”

Sônia Meire (PSOL) – Fez o microfone virar denúncia ambulante. Expôs o caos na saúde: sala de esterilização sem ar-condicionado e remédios básicos em falta. Depois, meteu o dedo na ferida da empresa de lixo: salários atrasados, abusos trabalhistas e represálias contra quem reclama. Vai protocolar projeto de lei com multa. Aviso de quem não tolera injustiça: “Eles limpam a cidade debaixo do sol e da chuva. E ainda são punidos por pedir direitos? Isso tem que acabar!”

Sgt. Byron (MDB) – Trouxe um vídeo de afundar o coração. Casa alagada, móveis perdidos, vida revirada. Prometeu entregar as imagens direto à Emurb e cobrou ação rápida. Depois, celebrou os surfistas 50+ – porque nem só de tragédia vive o plenário. Da denúncia ao parabéns: “Tem morador debaixo d’água! Mas também tem sergipano dando show no mar com mais de 50 anos. A gente é tudo isso.”

Vinícius Porto (PDT) – Fez discurso no estilo “carinho com intenção eleitoral”. Começou homenageando a servidora “mamãe”, aquele clássico agrado institucional e logo emendou exaltando o evento do PSB, jogando confete pros colegas e acenando com força pra uma aliança em 2026. De olho nas próximas eleições, falou em união entre PDT e União Brasil com aquele jeitinho de quem já tá contando votos antes mesmo da convenção. Tradução livre: “Quem andar de mãos dadas agora, pode andar de carro oficial depois.” — Política com afeto? Talvez. Mas com estratégia? Com certeza.

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