O sergipano já percebeu isso na prática, não é nem teoria de doutor nem reportagem gringa, é conversa de calçada, de fila de banco e de café no mercado. Você senta com um grupo de 50+, 60+ e acha que vai ouvir só história de pressão alta e aposentadoria, mas não, o assunto muitas vezes vira outro e com uma naturalidade que desmonta qualquer tabu. E enquanto isso, portais internacionais como Fox News e outros vivem mostrando exatamente isso, gente mais velha com vida ativa, com desejo, com fantasia e com muito mais disposição do que muito jovem que vive cansado de tanto reclamar.
O comportamento sexual mudou, e mudou muito, nos últimos 20 anos. Antes, envelhecer era quase um decreto de silêncio nesse assunto. Hoje, é o contrário, é libertação. O povo está mais direto, mais leve e menos preocupado com julgamento. Tem idoso que fala de relacionamento com mais clareza do que muito garoto perdido em aplicativo. E o mais curioso é que isso não é exagero, é tendência global, comprovada por estudos e confirmada por qualquer roda de conversa honesta.
E tem um detalhe que deixa tudo ainda mais interessante, a experiência virou vantagem competitiva. Quem já viveu mais, já errou mais e já aprendeu mais, simplesmente não tem mais paciência para fingimento. Vai direto ao ponto, fala o que quer e como quer. É aquela famosa fase do “agora eu faço do meu jeito”. E isso muda tudo. Porque quando a vergonha sai de cena, entra a autenticidade, e a autenticidade, meu amigo, é um combustível poderoso.
Claro que o corpo muda, ninguém está negando isso. Mas o jogo também mudou. Hoje existe mais informação, mais tratamento, mais alternativas e menos tabu. O que antes era problema sem solução virou questão administrável. E aí entra o fator mais importante de todos, a cabeça. Porque quando mente e corpo conversam, o resultado aparece. E aparece melhor do que muita gente imagina.
No fim das contas, o maior erro é achar que desejo tem prazo de validade. Não tem. O que muda é a forma, a intensidade e a liberdade de viver isso. E talvez seja aí que esteja a maior ironia, enquanto muita gente jovem ainda está perdida tentando entender o que quer, quem já passou dos 60 muitas vezes já entendeu tudo. E está vivendo, sem pedir licença, sem roteiro e sem culpa. Porque no final, o tempo não apaga o desejo, ele só ensina a usar melhor.




