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Simão Dias: sorriso milionário e chafariz de ouro

Simão Dias, terra de Marcelo Déda e Belivaldo Chagas, parece ter trocado o calendário pela calculadora! O Pregão nº 35/2026 estima R$ 1.905.847,19 para 101 itens odontológicos. Meu amigo simãodiense, é tanto dinheiro que o sorriso já devia sair com iluminação de LED! Mas pergunte ao vizinho: conseguiu dentista? Quantos consultórios receberão materiais, quantos pacientes aguardam e quanto custa cada item? Licitação não é atendimento nem pagamento realizado. Se a planilha sorrir e o paciente continuar com dor de dente, alguém precisa explicar quem está levando a mordida.

A Concorrência nº 03/2026 prevê R$ 2.565.959,45 para um CAPS I. Serviço importantíssimo, sem dúvida. Mas onde será construído? Quando abrirá? Haverá equipe e dinheiro para funcionar? CAPS sem profissionais vira ponto turístico com placa bonita. Imaginem Belivaldo, o Belo, lá na fazenda, tomando café e ouvindo: ‘Já inauguraram?’ ‘Ainda não, governador, mas o orçamento chegou primeiro!’ É brincadeira imaginária, não fala dele. Em Simão Dias, até o café pode esfriar esperando cronograma; a população precisa de atendimento, não de fita para cortar.

Nos poços e chafarizes, a torneira dos números está aberta: R$ 649.980,55 previstos no Pregão nº 49/2026 para manutenção e materiais hidráulicos e elétricos. Ô, meu povo, mostrem os poços! Quantos existem, em quais povoados e quantas famílias abastecem? São públicos? Funcionam? Não há evidência de atendimento a fazendas particulares, mas a prefeitura poderia publicar mapa, inventário e notas de serviço. Por esse valor, ninguém exige água mineral importada; exige água chegando e conta fechando. Se a transparência também depender de bomba, estamos lascados.

Ainda aparecem R$ 777.856,80 em medicamentos da farmácia básica e R$ 463.723,50 na merenda escolar, pelos Pregões nº 32 e 46/2026. O primeiro valor não representa somente três meses; são estimativas para futuras compras. E a merenda, licitada em setembro: como foi garantida antes? Juntos, os cinco procedimentos somam cerca de R$ 6,36 milhões estimados, não gastos comprovados. Déda e Belo não podem responder pelos gestores de hoje. Cabe à prefeitura mostrar estoque, entregas, contratos e resultados. Você, simãodiense, aprova a conta ou quer ver o recibo? Porque discurso enche palanque; o que enche barriga é merenda entregue, e o que resolve dor é remédio disponível.

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