O que aconteceu na Câmara de Vereadores de Nossa Senhora do Socorro é de fazer qualquer cidadão perder a paciência. O vereador Panzuá não deixou barato e fez duas denúncias importantes: primeiro, a bagunça na sessão da Câmara; depois, a famosa “taxa do lixo” que pode cair no bolso do povo.
Sobre a sessão, Panzuá foi direto: “As sessões começam às 9 horas. Quando deu 9h05, não tinha quórum. Então abriram a sessão e logo encerraram por falta de quórum. Só que depois de já ter encerrado, o presidente Betinho chegou atrasado e reabriu a sessão como se nada tivesse acontecido.”
É ou não é um absurdo? Quer dizer: se o povo tem que respeitar horário, por que o presidente da Câmara pode chegar atrasado e passar por cima do regimento? Isso é brincar com a cara do eleitor.
E não parou aí. Panzuá também jogou luz em uma questão que vai pesar no bolso do socorrense: a taxa do lixo. Ele lembrou que em 2016 a Câmara aprovou um projeto do então prefeito Samuel Carvalho que dá ao Executivo o direito de cobrar essa taxa junto com o IPTU.
Na fala do vereador: “A regulamentação desta lei não diz que vai ter a taxa do lixo, mas dá o direito ao prefeito de cobrar. Então, as pessoas que votaram a favor desta lei, que aprovaram esta lei, têm que assumir que aprovaram a taxa do lixo. Foi uma pegadinha.”
E ele fez um alerta claro à população: “Eu não tenho dúvida: no próximo ano, quando chegar o IPTU na casa das pessoas, vai vir a taxinha do lixo que os vereadores da base aliada aprovaram. Quero que fique registrado nos anais desta Casa a minha fala desta manhã.”
A verdade é simples: quem votou a favor sabia muito bem o que estava aprovando. E agora, quando o povo receber a cobrança, não adianta fingir surpresa. O que temos em Socorro hoje é uma Câmara que não respeita horário, não respeita regra e, pelo visto, não respeita o cidadão. Entre atrasos de sessão e impostos escondidos em lei, quem paga a conta é sempre o mesmo: o povo.




