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TER/SE lança pacto contra fake news nas eleições

A democracia depende do voto, mas o voto depende da informação. E, convenhamos, em época de eleição sempre aparece aquele “especialista em grupo de WhatsApp” que conhece um primo de um amigo que garante ter uma informação “bombástica” e, na maioria das vezes, ela explode apenas a verdade. Pensando nisso, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) promove amanhã, sexta-feira (3), às 9h, a assinatura do Pacto contra a Desinformação nas Eleições 2026, em cerimônia no Plenário Fernando Ribeiro Franco, na sede da Corte, em Aracaju.

O pacto tem uma função simples de entender e extremamente importante para a democracia: unir instituições públicas para agir de forma coordenada contra a circulação de notícias falsas, conteúdos manipulados e campanhas de desinformação capazes de influenciar indevidamente a vontade do eleitor. O objetivo não é limitar opiniões nem impedir o debate político que é próprio da democracia, mas combater informações comprovadamente falsas que possam confundir o cidadão, desacreditar o processo eleitoral ou estimular práticas ilícitas durante a campanha.

Para isso, assinarão o compromisso representantes do Tribunal de Justiça de Sergipe, Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região, Justiça Federal, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas, Procuradorias, Ordem dos Advogados do Brasil/SE, Tribunal de Contas do Estado, Polícia Federal, Associação dos Magistrados de Sergipe e outras instituições que desempenham papel fundamental na proteção do Estado Democrático de Direito. A proposta é fortalecer a cooperação entre esses órgãos para promover transparência, segurança, integridade e confiança nas eleições deste ano.

A programação começa às 9h com a abertura oficial e, logo em seguida, às 9h15, contará com a palestra “O Papel da Imprensa no Combate à Desinformação nas Eleições“, ministrada pela jornalista e mestre em Comunicação Priscilla Bittencourt. A escolha do tema não poderia ser mais atual: em um cenário em que qualquer pessoa pode publicar informações para milhares de pessoas em poucos segundos, o jornalismo profissional, a checagem dos fatos e a atuação das instituições tornam-se aliados essenciais para garantir que o eleitor chegue à urna munido de informação, e não de boatos.

No fim das contas, o pacto lembra uma verdade antiga: eleições são decididas pelo voto, não pelo volume de mensagens encaminhadas. Quanto mais informação de qualidade circula, menor é o espaço para a mentira. E isso interessa a todos, independentemente de partido, candidato ou ideologia. Afinal, a democracia funciona melhor quando a verdade também participa da eleição.

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