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Valmir colocou o caminhão na pista e a oposição começou a buzinar

Valmir de Francisquinho teve um final de semana de quem sabe que política não se faz apenas em gabinete refrigerado, com café morno e release perfumado. Ele foi para onde o povo está, circulou em Itabaiana, marcou presença na tradicional Festa dos Caminhoneiros e mostrou que ainda carrega uma força popular difícil de fabricar em laboratório político. Enquanto uns tentam construir liderança com marketing, Valmir aparece com cheiro de rua, aperto de mão e conversa direta. É o tipo de política que não precisa de legenda para ser entendida.

A presença de Valmir em Itabaiana teve peso simbólico e político. Ali não era apenas uma festa, era um palco. E Valmir sabe pisar nesse chão como poucos. Ao lado de Emília Corrêa, Eduardo Amorim, André David e outras lideranças, ele mostrou que a oposição não está apenas conversando nos bastidores. Está se organizando, ocupando espaço e mandando recado. Quem achava que o grupo estava disperso talvez tenha percebido que a oposição está mais viva do que nunca. E, pelo visto, já sabe até onde estacionar o caminhão.

O contraponto com o governo do Estado ficou evidente. Enquanto Valmir fala em transparência, empréstimos e responsabilidade com o futuro de Sergipe, o governo parece acreditar que pode governar no modo cortina de fumaça. São bilhões em operações de crédito, discursos bonitos, promessas espalhadas e explicações que nem sempre chegam com a mesma velocidade do endividamento. O governo pede confiança, mas o povo quer saber onde está o dinheiro, qual obra saiu do papel e quem vai pagar a conta quando a empolgação passar.

Valmir acertou ao colocar o dedo nessa ferida. A crítica aos empréstimos bilionários não é apenas discurso de oposição, é uma pergunta legítima que qualquer sergipano deveria fazer. Se o Estado está se endividando, é preciso transparência, destino claro dos recursos e resultado concreto. Não dá para transformar dinheiro público em fumaça institucional. O governo não pode tratar Sergipe como cartão de crédito sem limite, daqueles que impressionam na compra e assustam quando chega a fatura.

O final de semana também mostrou que a oposição está ganhando forma, rosto e musculatura. Emília fortalece o campo com a legitimidade da capital. Valmir leva o peso do interior e da política popular. Eduardo Amorim e André David completam uma composição que começa a sair do comentário de bastidor para virar fotografia de projeto. A cada aparição conjunta, o grupo transmite mais unidade. E unidade, em política, é como farol em estrada escura: incomoda quem está perdido e orienta quem quer chegar.

No fim das contas, Valmir saiu maior do final de semana. Falou com o povo, criticou o governo no ponto certo e apareceu cercado por uma oposição que cresce sem pedir licença ao Palácio. O governo do Estado pode até tentar minimizar, mas sabe que há um movimento em curso. Sergipe está vendo uma oposição mais forte, mais presente e mais barulhenta. E quando Valmir coloca o caminhão na pista, meu amigo, é melhor o governo olhar pelo retrovisor.

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