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Valmir de Francisquinho: tentaram escrever o fim, mas ele já prepara 2028

Quem imaginava Valmir de Francisquinho aposentado da política talvez precise trocar os óculos. O ex-prefeito continua vivo, forte e movimentando as peças do tabuleiro de Itabaiana. Na sexta-feira, 23 de outubro, seu agrupamento demonstrou força na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Moisés de Aciole (PL) conquistou a presidência para o biênio 2027–2028 com 11 votos, contra cinco de Douglas de Heleno e um voto nulo. Foi uma vitória construída com articulação, alianças e disciplina política. Para quem apostava no enfraquecimento de Valmir, o resultado mostrou que o ex-prefeito continua com influência no Legislativo municipal. Na política, há quem anuncie enterros antes mesmo de conferir se o suposto defunto ainda está respirando.

A nova Mesa Diretora terá Moisés de Aciole na presidência, Roosevelt Santana (PSDB) na vice-presidência, Breno de Vardo (PL) na primeira secretaria, Edivaldo da Big Estampa (PT) na segunda e Rodrigues do Bairro da Torre (Solidariedade) na terceira. São quatro partidos compartilhando o comando da Casa, numa composição que demonstra a capacidade de articulação do grupo. Moisés fez questão de agradecer publicamente ao seu líder Valmir de Francisquinho, além de Ícaro de Valmir, Marcos Oliveira, Adailton Sousa e Zequinha da Cenoura. O resultado também confirma a continuidade de alianças antigas, especialmente com Breno e Roosevelt. Enquanto adversários procuram caminhos para reduzir a influência do ex-prefeito, seus aliados seguem ocupando posições estratégicas. A política tem dessas ironias: uns fazem discursos, outros contam votos.

Valmir também voltou a colocar seu futuro político na mesa. Ele afirma estar elegível e disposto a disputar novamente a Prefeitura de Itabaiana em 2028. O discurso encontra respaldo no deferimento de seu registro pelo TRE-SE em setembro de 2026, embora a situação jurídica ainda dependa de eventuais recursos e de nova análise eleitoral quando chegar o momento do registro de 2028. Nos bastidores, circulam relatos de sondagens para que ele dispute prefeituras como Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Essas possíveis propostas ainda exigem confirmação independente. Valmir, entretanto, reafirma sua preferência por Itabaiana, cidade à qual associa sua trajetória política e sua ligação com a população. A mensagem que pretende transmitir é simples: seu projeto político continua sendo o município onde construiu sua carreira.

A eleição da Câmara não garante vitória em 2028, mas oferece uma fotografia bastante reveladora do presente. Valmir conserva aliados, participa das articulações e mantém influência sobre um agrupamento que acaba de conquistar 11 dos 17 votos na disputa legislativa. Seu desafio será transformar essa força parlamentar em apoio popular numa futura eleição municipal, caso esteja juridicamente apto a disputá-la. Por enquanto, uma coisa ficou evidente: os adversários que esperavam encontrar um Valmir politicamente isolado terão de rever seus cálculos. O ex-prefeito não está assistindo ao jogo da arquibancada. Continua participando das jogadas. E, em Itabaiana, a disputa de 2028 já entrou nas conversas muito antes de chegar às urnas.

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