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Valmir e Emília: quando a força nas urnas vira alvo de fake news

Quando um político deixa de ser apenas lembrado e passa a ser temido, a máquina muda de marcha. Valmir de Francisquinho entrou exatamente nessa fase. As pesquisas mostram um nome competitivo, forte no interior, com apelo popular e capacidade real de enfrentar o Palácio. O levantamento INOR colocou Valmir com 41,50% contra 34,95% de Fábio Mitidieri, e isso não é detalhe de rodapé. É sirene tocando no ouvido de quem achava que a eleição estava resolvida antes de começar.

A partir daí, começou o velho roteiro da política quando o adversário cresce: primeiro tentam diminuir, depois tentam desqualificar, depois tentam destruir. Algumas rádios parecem ter descoberto Valmir como programação fixa. Falam de Valmir de manhã cedo, falam de Valmir no meio do dia, falam de Valmir no cair da noite e, se deixar, ainda colocam Valmir no intervalo comercial. O curioso é que, quanto mais falam, mais ajudam. Transformam o adversário em personagem central. Dão palco, dão nome, dão repetição e depois fingem surpresa quando o povo começa a prestar atenção.

A Justiça Eleitoral já precisou entrar em campo. O TRE-SE determinou a remoção de vídeo contra Valmir publicado no YouTube, envolvendo a Metropolitana FM e o apresentador matutino, por entender que o conteúdo ultrapassou a crítica política e entrou no terreno da propaganda eleitoral antecipada negativa. O vídeo, segundo a decisão noticiada, reproduzia expressões como “ditador”, “falso”, “traíra” e a frase “Quem conhece Valmir não vota nele”. Ora, crítica é uma coisa. Campanha de rejeição disfarçada de comentário é outra. E quando a Justiça manda retirar, a narrativa de perseguição deixa de ser discurso e passa a ter carimbo judicial.

Não foi o único caso. O TRE também mandou retirar postagens que associavam Valmir e Eduardo Amorim à apreensão de R$ 240 mil e a um suposto caixa dois, embora a própria reportagem registre que eles não figuravam como investigados no fato policial. A decisão atingiu perfis no Instagram e apontou indícios de propaganda eleitoral antecipada negativa. É aí que a política perde a elegância e veste a fantasia do vale tudo. Em vez de enfrentar Valmir no debate sobre saúde, gestão, interior, emprego e futuro de Sergipe, alguns preferem fabricar fumaça. O problema é que fumaça demais costuma denunciar onde está o incêndio.

Valmir também acertou ao escolher a saúde como trincheira. Ao criticar o modelo de Organizações Sociais, ele tocou num ponto que conversa diretamente com o cidadão comum. O governo pode ter planilha, propaganda e número bonito. Mas quem está na fila mede a saúde pelo tempo de espera, pela consulta que não sai, pela cirurgia que demora e pela sensação de abandono. Quando Valmir fala de OSs, ele não está falando apenas para técnicos ou sindicatos. Está falando para quem acorda de madrugada atrás de atendimento. E esse discurso, quando bem colocado, tem uma força que nenhum palanque oficial consegue ignorar.

O mais interessante é que Sergipe já viu esse filme recentemente com Emília Corrêa. Emília também foi alvo de ataques, fake news e acusações sem sustentação. A Justiça mandou suspender propaganda de Luiz Roberto que dizia que ela fecharia a Maternidade Lourdes Nogueira, determinou que Candisse Matos removesse vídeos que atribuíam crimes à prefeita sem prova e, agora, também mandou a Meta retirar postagens que associavam Emília a corrupção e propina no caso dos R$ 240 mil, sem elementos objetivos que a vinculassem aos fatos. Ou seja, quando a oposição incomoda, a mentira aparece vestida de informação.

Por isso, o ataque contra Valmir pode estar produzindo o efeito contrário. O eleitor não é bobo. Ele percebe quando a crítica é legítima e quando vira operação de desgaste. Quanto mais tentam pintar Valmir como problema, mais confirmam que ele virou solução para uma parte expressiva do eleitorado. Quanto mais o citam nas rádios, nos portais, nos bastidores e nos grupos, mais o colocam no centro da eleição. Valmir, hoje, é o nome que tirou o sono do Palácio. E na política há uma regra simples: ninguém gasta munição pesada contra quem não ameaça vencer.

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