A entrevista de Valmir de Francisquinho foi daquelas que o rádio gosta e o eleitor presta atenção. Durante mais de uma hora de conversa, o prefeito licenciado de Itabaiana falou com franqueza, humor e aquele estilo direto que virou sua marca registrada. Valmir explicou a decisão de se afastar por trinta dias da prefeitura para percorrer Sergipe ouvindo o povo nas feiras, nos mercados e nas ruas. Segundo ele, política não se faz só em gabinete nem em ar-condicionado, política se faz no meio do povo, sentindo o termômetro da população. E foi exatamente isso que ele disse que pretende fazer, andar o estado, escutar as pessoas e entender qual é o verdadeiro desejo do sergipano antes de qualquer decisão eleitoral.
Outro ponto que chamou atenção foi a postura madura de Valmir em relação às articulações da direita. Mesmo após o episódio em Brasília, quando foi anunciado por Valdemar Costa Neto como pré-candidato ao governo, Valmir manteve um tom sereno ao falar de Rodrigo Valadares. Em vez de alimentar briga, preferiu baixar a temperatura. Disse claramente que não tem nada contra Rodrigo e que a união entre eles pode acontecer sim. Foi uma fala que muita gente interpretou como gesto de grandeza política. Em outras palavras, Valmir deixou claro que eleição majoritária se constrói com soma e não com divisão.
Nas redes sociais, muita gente destacou exatamente esse ponto da entrevista. Valmir reforçou que, se outro nome da direita tiver mais chance real de vitória, ele não terá problema algum em apoiar. Para ele, o importante é a direita chegar unida e competitiva em 2026. Essa postura foi vista como um sinal de maturidade política. Em vez de bater no peito e dizer que a candidatura é irreversível, ele preferiu falar em diálogo, consenso e construção coletiva. Em política, isso é raro, e quando acontece chama atenção.
Valmir também aproveitou a entrevista para lembrar os resultados de sua gestão em Itabaiana. Citou as dezenas de obras em andamento, a expansão da cidade e os investimentos feitos com recursos próprios do município. Falou do hospital, das unidades de saúde e dos projetos de infraestrutura que mudaram a realidade da região. E fez isso com aquele estilo bem conhecido, misturando firmeza com humor, criticando o governo estadual quando achou necessário e defendendo que Sergipe precisa de uma gestão mais eficiente e mais próxima das pessoas.
Outro momento forte foi quando tratou das acusações que já enfrentou ao longo da carreira. Valmir foi direto, disse que já passou por momentos difíceis, lembrou da absolvição na Justiça Eleitoral e afirmou que continua elegível. Segundo ele, a política tem muito barulho, mas no final quem decide é a Justiça e o povo. Disse também que está confiante nas decisões judiciais que ainda devem acontecer nos próximos meses.
No fim da entrevista ficou a impressão de que Valmir está jogando um jogo político inteligente. Não anunciou candidatura definitiva, não fechou portas, não criou inimigos e ainda deixou aberta a possibilidade de união com Rodrigo Valadares e outros nomes da direita. Enquanto alguns políticos brigam antes da hora, Valmir parece ter escolhido outro caminho, o da escuta, do diálogo e da construção política. E, convenhamos, em tempos de política barulhenta, ver alguém falando firme, mas com leveza e bom humor, acaba sendo um alívio até para quem discorda dele.




