A Final é domingo.
(por Antonio Samarone)
Em Sergipe, não haverá 2º turno. Teremos que decidir o nosso destino, nos próximos 4 anos, no domingo. Lavar as mãos, achar que tanto faz, que é tudo a mesma coisa, se abster, são atitudes coniventes. A indiferença abre as portas para os que parasitam os recursos públicos.
Entre 1982 e 2006, por 24 anos, Sergipe foi governado por três homens (João, Albano e Valadares). Foi a Era João Alves.
Politicamente, existia um projeto de desenvolvimento para o Estado. Concorde-se ou não com os caminhos apontados. Sergipe saía dos pátios dos engenhos. Deixava de ser uma “roça iluminada”, como dizia Joel Silveira.
Nacionalmente, o Partido dos Trabalhadores (PT), chegou ao poder. Em 2002, Lula, um operário nordestino, elege-se Presidente da República. Em 2006, por conta dessa ascensão nacional do PT, Marcelo Déda ganha as eleições em Sergipe. Já são 20 anos no poder.
A Era João chegou ao fim. O novo bloco político prometeu acabar com a mesmice. Esperava-se mudanças. Chegamos onde chegamos. Sergipe retrocedeu.
Hoje patinamos sem projetos. A principal obra do governo é uma nova ponte para a Barra dos Coqueiros. Os investimentos da Petrobrás nas plataformas em águas profundas, passa desapercebida. A crise hídrica não é enfrentada. Pelo contrário, privatizou-se a distribuição, a parte lucrativa. A falta d’água é enfrentada com carros pipas.
Em política, quem escolhe os herdeiros é o povo. Ninguém do PT, foi escolhido para a sucessão de Déda. Talvez, Edvaldo Nogueira, um filho de criação, tenha herdado a prefeitura de Aracaju.
Os herdeiros finais de Déda, são esses jovens, filhos de uma elite predatória, cujo único projeto é a sangria improdutiva do estado, para acumularem patrimônio. Hoje, nenhum deles lembra-se de Déda. O PT continua no palanque, meio constrangido, por conveniências eleitorais.
Privatizaram a máquina pública. São os donos!
Via de regra, são meninos que nunca precisaram estudar, nem trabalhar. Nasceram com a vida resolvida. Talvez essa insensibilidade com os professores seja atávica. Eles não possuem uma boa lembrança da escola.
A política foi um caminho para resolver a vida deles, que nunca se preparam para nada. Talvez por isso, a arrogância, a prepotência e a ilusão que tudo se resolve com dinheiro. Inclusive, a compra dos mandatos. Votos? “Se compra…”
Faz sentido eles acharem que um marchante não pode governar Sergipe. Só eles…
A oposição apresenta um nome, Valmir de Francisquinho, que ralou para chegar onde chegou. Com talento e sensibilidade política, foi crescendo. Governou e impulsionou o desenvolvimento de Itabaiana. Valmir já deu provas de ser um bom gestor. Conhece Sergipe em detalhes, e pede uma chance.
Essa empatia de Valmir com o povo não é mágica, carisma ou acaso. O povo, em seu inconsciente, sente quem está ao seu lado e quem está contra. Sem grandes teorias. O povo reconhece com um sorriso, um abraço apertado e a esperança renovada.
Acho, que o projeto de Valmir é retomar o desenvolvimento de Sergipe.
Um intelectual da UFS, decano em seu departamento, escreveu sobre Valmir, nas redes sociais: “não voto na extrema direita populista, nem em filho de velhos coronéis.” Fiquei curioso. Primeiro, direita, populista ou não, propõem reestatizar a DESO, nem é contra à terceirização da saúde. Quanto a filiação, o doutor pensa que Francisquinho, era o centenário líder Chico de Miguel.
Gente, domingo, na final, é essa a disputa: o poder, o dinheiro e a força versus o sonho popular. Romanticamente, eu acredito no povo.
Antonio Samarone – um filho da escola pública




