PUBLICIDADE

Brasil x Noruega: chegou a hora de quebrar a escrita e acertar as contas com os vikings

Domingo não será apenas mais um jogo de Copa do Mundo. Será um acerto de contas com a história. O Brasil já encarou a Noruega quatro vezes e nunca conseguiu vencer. Foram dois empates, duas derrotas e uma coleção de lembranças que até hoje incomodam qualquer torcedor. Em 1998, levamos uma virada dolorida na Copa da França. Em 1997, tomamos um 4 a 2 que parecia filme de terror. Em 2006, nem na estreia de Dunga conseguimos quebrar o tabu. Mas Copa do Mundo também serve para isso: transformar fantasmas em estatística velha. E, convenhamos, já está na hora de mandar esses vikings de volta para o frio.

A comparação entre as duas seleções mostra um duelo interessante. O Brasil chega com Carlo Ancelotti, um treinador acostumado a levantar taças e administrar elencos estrelados como poucos no futebol mundial. A Noruega tem uma equipe organizada, disciplinada e extremamente física. Enquanto os europeus apostam na força, na marcação e nas bolas aéreas, o Brasil tenta recuperar aquilo que sempre foi sua marca registrada: criatividade, velocidade e talento. É quase um duelo entre o xadrez e o samba. De um lado, a precisão dos vikings. Do outro, a esperança de que o futebol brasileiro volte a tocar sua velha sinfonia.

Os prognósticos apontam um confronto equilibrado. A Noruega chega embalada por uma campanha consistente, defesa sólida e jogadores acostumados ao futebol europeu. O Brasil, por sua vez, ainda busca convencer plenamente, mas mostrou evolução durante a competição. Endrick cresce a cada partida, Vinícius Júnior desequilibra quando encontra espaço, e Ancelotti parece ter conseguido dar mais organização tática sem sufocar o talento individual. A pergunta que vale milhões é simples: será que finalmente chegou a hora de transformar posse de bola em gols e tradição em classificação?

Para nós, sergipanos, resta fazer aquilo que brasileiro sabe fazer melhor: sofrer noventa minutos, prometer que não vai mais assistir jogo da Seleção e, cinco minutos depois, já estar vestido de verde e amarelo novamente. Domingo é dia de reunir a família, preparar o churrasco, colocar a superstição para funcionar e acreditar que o tabu finalmente vai cair. Afinal, nenhuma escrita dura para sempre. Se a Noruega passou quase quarenta anos sem perder para o Brasil, talvez esteja chegando a hora de aprender uma velha expressão bem brasileira: acabou a brincadeira. Que venha a classificação e, de preferência, sem teste para cardíaco. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *