PUBLICIDADE

PCC, Comando Vermelho e o Brasil que demorou a acordar

O Brasil teve ontem, dia 29, uma vitória importante na área da segurança pública. Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, reconhecendo oficialmente aquilo que o cidadão comum já sabe há muito tempo: essas facções não são apenas quadrilhas. São estruturas violentas, organizadas, milionárias, transnacionais e capazes de desafiar o Estado brasileiro dentro e fora dos presídios.

A decisão ganha ainda mais peso porque Flávio Bolsonaro vinha defendendo exatamente essa medida junto ao governo americano. Enquanto o governo Lula tentou tratar o assunto com cautela diplomática, discurso técnico e aquela velha dificuldade de chamar o crime pelo nome certo, Flávio foi direto ao ponto. Pediu pressão internacional contra as facções e conseguiu colocar o tema no centro da agenda de segurança. Ponto para ele. Na política, às vezes quem fala claro chega antes de quem passa a vida fazendo seminário.

Agora, é preciso entender o tamanho da mudança. A classificação pode ampliar bloqueios financeiros, sanções, investigação internacional e cooperação contra lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, armas e redes de apoio. Bandido gosta de fuzil, mas gosta ainda mais de dinheiro circulando. Se o cerco financeiro apertar, a facção sente no bolso, e quando sente no bolso, perde força.

Para o sergipano, a mensagem é simples: o Brasil começa a tratar PCC e Comando Vermelho com a gravidade que sempre mereceram. Isso não resolve tudo da noite para o dia, mas muda o tom da conversa. Segurança pública não pode mais ser teatro eleitoral nem debate de gabinete com ar-condicionado. O crime organizado precisa ser enfrentado como ameaça real ao país. E hoje, goste Lula ou não, Flávio Bolsonaro saiu desse episódio maior do que entrou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *