A sessão plenária de hoje na Assembleia Legislativa de Sergipe foi marcada por um mosaico de temas que atravessaram os corredores da política estadual: das rodovias em estado precário às críticas contra concessionárias de serviços essenciais; da polêmica sobre a implantação de Organizações Sociais na saúde às discussões sobre a disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão.
Deputados também celebraram avanços importantes, como a retomada de transplantes em Sergipe, e defenderam medidas fiscais que podem aliviar as finanças públicas dos municípios. Entre reivindicações populares e decisões judiciais de impacto, o tom foi de cobrança, alerta e responsabilidade, evidenciando que a Casa Legislativa segue sendo palco de tensões, mas também de anúncios que mexem diretamente com a vida do povo sergipano.

Marcos Oliveira, o pedágio do povo – Cansou da SE-240 virar rally Dakar e pediu providência imediata: “chuva já passou, que as desculpas também passem”. De quebra, reclamou da final da Copa Lotese jogada numa segunda à noite, com estádio vazio e clima de ressaca. Para Marcos, futebol sem domingo é igual estrada sem asfalto: não leva a lugar nenhum.

Adailton Martins, o eletricista da bronca – Partiu pra cima da Iguá e da Energisa: falta d’água, energia oscilando e barraqueiro perdendo mercadoria. Resultado? População torrando eletrodomésticos e paciência. Adailton ainda lembrou que licitação da rodovia ligando os municípios de Santa Rosa de Lima e Moita Bonita será lançado no próximo dia 23 de setembro. Se sair no prazo, já é goleada contra a tradição sergipana do “atrasadinho básico”.

Linda Brasil, a fiscal da saúde e da cultura – Pediu audiência pública contra as OSs na saúde, exibiu vídeo com o presidente do Sindimed e chamou a situação de retrocesso. Comparou ao fiasco da Iguá: prometeram solução, entregaram problema. De brinde, falou da ocupação do Hotel Palace, da luta por moradia digna e do grito dos excluídos. Se fosse playlist, era “Saúde, Cultura e Direitos Humanos – versão estendida”.

Paulo Junior, o advogado da Constituição – Fez a defesa mais seca da reintegração da Zona de Expansão a São Cristóvão: “Não é mais debate, é decisão judicial transitada em julgado”. Mandou recado à Prefeitura de Aracaju: usar emoção contra sentença é como jogar pelada com juiz de apito na boca. Vai dar falta e cartão vermelho.

Georgeo Passos, o porta-voz da insegurança – Relatou ato na Orla do Sol e disse que 30 mil moradores vivem sem saber se são aracajuanos ou são-cristovenses. Falou em escolas, postos de saúde e clima de rivalidade. Pediu pressa ao Congresso para aprovar lei complementar e resolver a novela. No fundo, Georgeo traduziu o sentimento da galera: “só queremos saber onde é que a gente paga o IPTU sem precisar de GPS jurídico”.

Carminha Paiva, a madrinha dos transplantes – Subiu à tribuna em modo emoção: comemorou a volta dos transplantes de rim e a estreia dos de fígado em Sergipe. Depois de 13 anos, pacientes param de viajar e podem ter esperança dentro do estado. Carminha falou como quem já viveu ao lado dessa luta: menos fila, mais vida. Foi aplaudida como se tivesse anunciado gol no último minuto.

Cristiano Cavalcante, o contador otimista – Defendeu a PEC da Sustentabilidade Fiscal e disse que Sergipe pode economizar até R$ 8 bilhões. Citou Alessandro Vieira, prefeitos e Silvany Mamlak no processo. Aproveitou para mostrar números do Programa de Desenvolvimento Industrial: 190 milhões de ICMS arrecadados só até agosto. Se fosse bolsa de valores, Cristiano tava fechando pregão com sorriso de investidor.




