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Torroio: pequeno na altura, gigante na alegria, eterno no coração de Sergipe

Sergipe perdeu neste sábado (17) um homem pequeno na estatura, mas gigantesco na arte de fazer sorrir. José Gildo do Nascimento, o inesquecível Torroio, morreu aos 55 anos, deixando uma saudade do tamanho do seu talento. Negro e anão era dono de uma espontaneidade irresistível, Torroio conquistou gerações no programa de Bareta. Quem hoje passou dos 40 não esquece suas brincadeiras, suas trapalhadas e aquele jeito único de transformar qualquer situação em gargalhada. Era só aparecer na televisão para a alegria tomar conta da sala. Torroio não precisava de roteiro. Ele próprio era um espetáculo!

Nas ruas, era uma verdadeira celebridade popular. Todo mundo queria brincar, conversar, abraçar e tirar uma fotografia com aquele personagem tão querido. As crianças ficavam fascinadas com sua pequena estatura. Algumas corriam para abraçá-lo, outras se escondiam, assustadas com aquela figura tão diferente do que estavam acostumadas a ver. Mas bastava uma brincadeira para a curiosidade vencer a timidez. Torroio tinha esse dom: transformar encontros simples em histórias inesquecíveis. Era pequeno no tamanho, mas ocupava um espaço enorme na memória afetiva dos sergipanos.

Nos últimos tempos, entretanto, a vida deixou de ser tão engraçada para quem tanto nos fez rir. Torroio enfrentava uma doença renal, fazia hemodiálise e estava internado no Huse. Aquele homem que ajudava o povo a esquecer suas tristezas travava uma batalha dolorosa pela própria saúde. Deixa quatro filhos, familiares, amigos e uma multidão de admiradores. A vida nem sempre é generosa com aqueles que espalham felicidade. E talvez seja isso que torne sua partida ainda mais comovente.

Hoje, quando Sergipe recorda Torroio, não é apenas um humorista que aparece na lembrança. É uma época inteira, com Bareta na televisão, famílias reunidas e crianças descobrindo que a alegria podia chegar de qualquer tamanho. Sua presença fazia diferença, sua simplicidade conquistava e seu sorriso ficará guardado para sempre. Que Deus o receba com o carinho que ele despertou por onde passou. Descanse em paz, querido Torroio. Você passou a vida mostrando que a grandeza de um homem não se mede em centímetros, mas no amor que deixa pelo caminho. E, nessa medida, Torroio foi um gigante. Hoje, Sergipe chora por quem tantas vezes o fez gargalhar.

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