Equipes estão nas ruas, Comitê de Crise foi ativado e Emília Corrêa assume protagonismo; silêncio de Ricardo Marques ainda chama atenção
Quando a chuva aperta, o improviso vira regra
Aracaju voltou a viver, nesta terça-feira (20), o velho pesadelo das águas. Com chuvas intensas desde a madrugada, bairros como São José, Grageru, Santa Maria e Bugio enfrentaram alagamentos severos, trânsito interrompido e prejuízos para moradores e comerciantes.
A avenida Ministro Geraldo Barreto Sobral virou canal. A rua Gonçalo Prado Rolemberg, no Centro, foi interditada. E a pergunta se repete ano após ano: por que a capital sergipana ainda sofre tanto com a chuva?
Prefeita nas ruas, COA ativado e Defesa Civil em alerta
Diante do cenário, a gestão municipal acionou rapidamente o Comitê Operacional de Aracaju (COA) — criado para monitorar a cidade em tempo real, prevenir tragédias e organizar respostas emergenciais. A prefeita Emília Corrêa foi às ruas, percorreu áreas afetadas como a Anísio Azevedo e dialogou diretamente com empresários e moradores.
“Firmamos o compromisso de cuidar de Aracaju, e é isso que estamos fazendo. Estamos nas ruas com a população”, declarou Emília em suas redes sociais.
A Defesa Civil também está em estado de alerta, com equipes em campo e um canal direto para emergências pelo número 199. A previsão é de continuidade das chuvas até quarta-feira (21), o que mantém a tensão alta nas regiões de maior vulnerabilidade.
Ricardo Marques: discreto, mas atuante nos bastidores
Embora tenha chamado atenção a ausência pública do vice-prefeito e secretário de Comunicação, Ricardo Marques tem atuado internamente na coordenação da comunicação de crise, segundo fontes do Paço Municipal. Sua presença pode não estar nas câmeras, mas está sendo sentida na estrutura que alimenta os canais oficiais da prefeitura e nas ações de bastidores.
Não se trata de omissão, mas de uma estratégia mais técnica e menos midiática. Em momentos de crise, há quem prefira aparecer no front e quem escolha operar nos bastidores. Marques parece ter optado pela segunda via — o que, claro, ainda pode ser debatido publicamente.
A cidade ainda pede estrutura, não só reação
Apesar dos esforços, os alagamentos em Aracaju escancaram uma realidade incômoda: falta investimento em drenagem urbana e infraestrutura de longo prazo. A gestão atual herdou um problema crônico, mas o enfrentamento precisa ir além da resposta emergencial. A presença nas ruas importa, mas o que a cidade exige é planejamento.
Neste sentido, o COA pode ser um primeiro passo — desde que venha acompanhado de projetos estruturais sérios, com cronograma, orçamento e transparência.
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Fontes Principais:
Prefeitura de Aracaju, Defesa Civil Municipal, F5 News, redes sociais da prefeita Emília Corrêa




