Em Sergipe, falta água até para lavar a incompetência
Em apenas cinco dias, a falta d’água fez uma excursão por Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Lagarto, Itabi, Poço Redondo, Monte Alegre, Porto da Folha e comunidades rurais de Nossa Senhora da Glória. Dois rompimentos na Adutora do São Francisco, manutenção emergencial no Alto Sertão, quebra da Piauitinga 1 e interrupções em Itabi já não são imprevistos. São praticamente uma programação oficial. O Governo recomenda economia, como se o culpado fosse o banho demorado do cidadão, e não uma rede velha, frágil e com mais remendo do que promessa de campanha.
Quando o cano estoura, o Governo Fábio Mitidieri aparece rapidamente com comitiva, câmera, assessor, postagem e cara de preocupação. É uma eficiência cinematográfica: o governador chega, o vídeo chega, a justificativa chega e o comunicado de “normalização gradual” também chega. Só a água continua sem localizar o CEP da população. Enquanto Deso e Iguá afinam o coral das explicações, o sergipano transforma balde em eletrodoméstico, toma banho por parcelas e abre a torneira apenas para escutar o assobio da gestão.
E o racionamento, segundo reportagem da Mangue Jornalismo, teria atravessado até os muros do sistema prisional. Uma unidade sergipana estaria com superlotação de 70%, fornecimento limitado de água e detentos isolados em “trancas” por períodos que chegariam a três meses. É o retrato de um Estado em que sobra gente na cela e falta água na torneira. A Secretaria de Justiça precisa informar a capacidade oficial, a população atual, as condições de abastecimento, a assistência médica, a fiscalização e o plano para reduzir a superlotação. Não se pode vender eficiência na segurança enquanto o sistema prisional opera acima da capacidade e sob denúncias de condições potencialmente degradantes. Segurança pública não é comercial de televisão com viatura limpa e música de suspense.
A responsabilidade política pertence ao Governo do Estado, que desenhou a concessão, manteve a Deso na produção, entregou a distribuição à Iguá e assumiu o dever de fiscalizar a engrenagem. O cidadão não paga para assistir ao campeonato de empurra entre concessionária, empresa estatal, tubulação antiga, terreno difícil e terceiros misteriosos. Paga para receber água. Quando a torneira seca, a conta chega cheia, o presídio continua lotado e ninguém assume o vazamento administrativo, não é apenas a adutora que estoura. Estouram juntos o planejamento, a fiscalização e o respeito ao povo sergipano.
Fábio pegou carona. André Moura acompanhou Fábio Mitidieri na carreata de Socorro, mas a força política exibida nas ruas tinha muito da sua própria articulação. Experiente e cercado de aliados, André transformou a agenda do governador numa demonstração de musculatura para o Senado. Nesse caso, não foi André quem pegou carona: foi Fábio quem entrou no embalo de André. Em Sergipe, quando André organiza a viagem, o governador pode até sentar na frente, mas é o senador quem escolhe o percurso, reúne os passageiros e ainda manda tocar a música.

Amorim ganhou madrinha. Eduardo Amorim fez campanha no Santa Maria e recebeu o apoio público de Emília Corrêa. Quando a prefeita disse que ele seria um grande parceiro de Aracaju, Eduardo ganhou mais que um elogio: recebeu um empurrão eleitoral com firma reconhecida. Emília entregou o apoio e quase perguntou se ele queria embrulhado para presente. Numa eleição apertada, declaração de prefeita não é cafezinho: é cuscuz completo, com ovo, carne e voto.
Rogério caminhou. Rogério Carvalho encerrou o sábado caminhando em Carira. O senador foi atrás do voto no interior porque esperar sentado é perigoso: o eleitor passa, acena e embarca na campanha adversária. Rogério bateu perna, apertou mão e provavelmente ouviu que “vai pensar”, a frase mais traiçoeira da política. Em Sergipe, quando o eleitor diz que vai pensar, o candidato volta para casa pensando também.

Emília virou selo. Sem disputar o Governo ou o Senado, Emília continua sendo uma das figuras mais cobiçadas da eleição. Seu apoio vale porque ela tem algo que o fundo eleitoral ainda não conseguiu comprar: identidade própria e eleitor que presta atenção. Candidato agora quer uma fotografia com Emília como quem procura selo de qualidade. Se continuar assim, a prefeita terá de instalar uma máquina de senha na porta do gabinete.
André sumiu. André David não protagonizou as grandes agendas do domingo, embora apareça competitivo nas pesquisas. Silêncio eleitoral é igual cadeira vazia em festa: alguém chega, senta e ainda pergunta se o lugar estava reservado. Domingo de campanha não aceita cochilo nem depois do pirão. Quem desaparece por muito tempo volta e encontra até o próprio santinho pedindo voto para outro.
Delegado da saúde. Alessandro Vieira tenta acrescentar o título de “senador da saúde” à conhecida imagem de delegado fiscalizador. Já tem distintivo, discurso e prontuário; agora precisa convencer o eleitor de que também sabe aplicar uma injeção de votos. O delegado trocou temporariamente o interrogatório pelo consultório eleitoral. Só falta perguntar ao eleitor: “Onde dói e quantos votos existem nessa residência?”
Ricardo no modo pesquisa. Ricardo Marques aparece em terceiro lugar, mas foi discreto nas ruas. Pesquisa dá manchete, porém não aperta mãos, não toma café em feira nem come pastel sob o sol. Se continuar assim, corre o risco de ser candidato em alta resolução e campanha no modo avião. O percentual está trabalhando mais que o candidato. Daqui a pouco, a pesquisa pede adicional de hora extra.

Yandra acelerou. Yandra Moura participou da carreata governista em Socorro. Foi candidata, cabo eleitoral e ponte com os públicos jovem e feminino. Em campanha, ocupa tantas funções que só falta dirigir o carro de som e vender água no sinal. Enquanto uns procuram agenda, Yandra entra na carreata, grava vídeo e ainda aparece sorrindo. Política tem disso: alguns fazem campanha; outros fazem plantão.
Samuel abriu a crise. Samuel Carvalho recebeu Fábio Mitidieri em Socorro, mas não consegue esconder uma administração cercada de críticas, reclamações e resultados muito abaixo do palanque. Para piorar, importantes aliados do prefeito não demonstram o mesmo entusiasmo pela candidatura de Fábio Henrique. Samuel sorri na carreata, enquanto parte do grupo parece procurar outra saída. Fábio precisa abrir os olhos: em política, o abraço sai bonito na fotografia, mas é na contagem dos votos que se descobre quem carregou a campanha e quem apenas apareceu para o retrato.
Cláudio perdeu o embalo. A campanha de Cláudio Mitidieri perdeu apoios, musculatura e parte do entusiasmo que cercava seu lançamento. Enquanto algumas lideranças desembarcam, a candidatura fica cada vez mais cara e o sobrenome precisa trabalhar dobrado. Já existe dúvida sobre a possibilidade de Cláudio alcançar os esperados 70 mil votos. Parentesco abre portas e garante fotografia, mas urna não reconhece árvore genealógica. Se apoio continuar saindo e a conta subindo, o candidato poderá descobrir que o voto mais caro é justamente aquele que não chega.
Toninho abriu a porta. Toninho Arimatéa apareceu ao lado de Edvaldo Nogueira em Capela. Foi mais uma aliança municipal na corrida ao Senado. A campanha chama de articulação; o eleitor chama de visita; a calculadora chama de possível voto. Toninho apresentou Edvaldo e provavelmente ouviu dezenas de pedidos antes do primeiro aperto de mão. No interior, político não visita município: entra automaticamente num balcão de reivindicações.

Lula virou peso. Lula comentou uma publicação de Fábio e agradeceu o apoio, mas esse abraço pode custar mais votos do que entregar. Com um governo cercado de críticas, desgaste e insatisfação, o presidente já não carrega candidato com a mesma facilidade de outros tempos. Fábio comemora a aproximação, enquanto os petistas sergipanos disputam o espaço que restou no retrato. Lula entrou no grupo, mas ninguém sabe se trouxe votos ou apenas mais uma conta política. Em campanha, há apoio que empurra para a frente e abraço que parece mochila cheia de pedras.
Jefferson na fotografia. Jefferson Andrade integra a chapa governista, mas ainda aparece bem menos que Fábio. Vice discreto demais corre o risco de virar aquele sujeito da fotografia que obriga o eleitor a perguntar quem é. Jefferson precisa sair da moldura e ganhar voz própria. Vice que só acena parece parente do noivo em casamento: está em todas as fotos, mas ninguém sabe de que lado veio.

Priscila já decolou. Ao contrário de muitos candidatos a vice que aparecem apenas na fotografia, Priscila Felizola vem atuando como verdadeiro braço direito de Valmir de Francisquinho. Na última sexta-feira, reuniu diversas mulheres, ouviu propostas e ampliou a presença da chapa entre o eleitorado feminino. Priscila não é moldura nem figurante: participa, articula e ajuda a campanha a avançar. Enquanto alguns vices aguardam alguém lembrar seus nomes, ela já está nas ruas conquistando confiança e trazendo votos na bolsa.
Cacho sem cachos. Emanuel Cacho continua mais comentado pela crise da chapa que pelas propostas de governo. Com vice e mais quatro candidatos a federal saindo e pesquisa estacionada em 0,5%, a campanha já não procura voto: procura extintor, mecânico e um mapa de saída. Cacho foi disputar o Governo e terminou disputando com a própria federação. Se cair mais uma peça, a campanha terá de publicar edital procurando candidato, vice e alguém que saiba onde ficou o rumo.
Helton em silêncio. Dr. Helton Monteiro apareceu com 5,2% na pesquisa, mas teve pouca exposição no fim de semana. Tem percentual para falar, porém precisa encontrar o microfone. Voto guardado em pesquisa não rende discurso na rua. O doutor já tem o diagnóstico: falta presença. Agora precisa receitar carreata, entrevista e uma dose forte de agenda antes que o paciente eleitoral receba alta.

Taty luta para aparecer. Taty Cristina teve pouca visibilidade e ainda enfrenta controvérsias eleitorais. Sua campanha disputa duas batalhas: permanecer no jogo e convencer o público de que está jogando. É candidata, mas o algoritmo parece não ter recebido o comunicado. Enquanto os grandes aparecem até tomando café, Taty luta para conquistar uma legenda. Campanha pequena sofre tanto que até o santinho pede ajuda para ser distribuído.
Rodrigo no congestionamento. Rodrigo Valadares permanece competitivo entre os bolsonaristas, mas divide esse eleitorado com vários candidatos. Há tanta gente na mesma faixa da direita que a campanha já precisa de guarda de trânsito, semáforo e pisca alerta. Todo mundo quer ser o dono do voto conservador. Se aparecer mais um candidato, será necessário fazer rodízio: uns pedem voto pela manhã e os outros depois do almoço.
Rocha fora do radar. Coronel Rocha apareceu pouco nas últimas horas. Na urna existem duas vagas para o Senado, mas na cabeça do eleitor às vezes só cabe um nome. Quem não ocupar espaço rapidamente acaba fazendo campanha para o esquecimento. Coronel precisa colocar a tropa na rua, porque eleição não aceita ordem unida dentro do quartel. O adversário marcha, corre e ainda posa para a fotografia.
Iran na bolha. Iran Barbosa mantém seu discurso ligado à educação, ao sindicalismo e à esquerda. O desafio é atravessar a fronteira dos eleitores já convencidos. Pregar apenas para convertidos rende aplausos, mas não necessariamente urna cheia. Iran precisa conversar com quem ainda não sabe a letra do hino da militância. Caso contrário, fará um grande comício onde todo mundo já decidiu votar nele.
Renatinha invisível. Renatinha quase não apareceu na cobertura. Candidatura pequena já enfrenta falta de dinheiro, estrutura e espaço. Se os portais apagarem também seu nome, daqui a pouco ela precisará apresentar identidade para entrar no próprio palanque. Enquanto os grandes contratam marqueteiro, carro e equipe, os pequenos quase precisam empurrar o carro de som. A democracia é igual para todos, mas algumas campanhas recebem cadeira e outras ficam em pé.

Georgeo coleciona apoio. Georgeo Passos recebeu a adesão do ex-prefeito Clevinho, de Pedra Mole. O deputado amplia sua rede no interior e mantém a imagem de parlamentar fiscalizador. Vai juntando liderança por liderança como quem completa álbum eleitoral. Cada apoio chega prometendo uma multidão e trazendo uma fotografia. Depois da eleição, abre-se a urna para descobrir se o pacote veio completo ou faltaram figurinhas.
Pastor Antônio uniu Sergipe. O falecimento do pastor Antônio dos Santos interrompeu por algumas horas o barulho da disputa. As homenagens atravessaram partidos e igrejas, mostrando que sua trajetória era maior que qualquer eleição. Diante de uma vida respeitada, até o palanque soube fazer silêncio. Enquanto candidatos lutam para deixar uma marca em poucas semanas, pastor Antônio construiu durante décadas uma memória que não depende de urna nem de pesquisa.
Fachin tomou o volante. O presidente do STF assumiu a relatoria do caso que apura a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Também mandou para a Presidência os processos ligados ao Banco Master e às fraudes no INSS. André Mendonça perdeu espaço e Fachin concentrou o controle da crise. Em Brasília, trocaram o motorista com o carro em movimento, sem seta e no meio da curva. Fachin pegou a chave, ajustou o retrovisor e agora decide quem viaja na frente, quem vai no banco de trás e quais documentos ficam trancados no porta-malas.
Celular explosivo. Cristiano Zanin determinou que a Polícia Federal entregue ao seu gabinete a íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. André Mendonça reagiu, sustentando que a divulgação poderia tumultuar o julgamento. O aparelho virou o objeto mais temido de Brasília sem precisar tocar uma única vez. Parece conter mais suspense que novela, mais personagens que grupo de família e mais segredos que conversa de político depois da meia-noite. Se esse celular vibrar no plenário, haverá ministro procurando a saída de emergência.

Antônio Bala no embalo. Antônio de Juca de Bala tenta transformar a força política do pai, o prefeito Juca de Bala, numa cadeira na Assembleia. Aos 25 anos, apresenta juventude, renovação e o sobrenome como principais combustíveis. Não houve agenda pública detalhada no fim de semana, mas seu nome continua circulando em Laranjeiras. O pai construiu a estrada e agora o filho tenta dirigir. Só precisa lembrar que herança política vem com mapa, cabo eleitoral e fotografia, mas o voto continua no nome de cada eleitor.
Marcos sem voltagem. Marcos Franco passou o fim de semana longe das grandes carreatas, caminhadas e manchetes. Nos bastidores, crescem as apostas de que sua candidatura não alcançaria 20 mil votos; os mais pessimistas dizem que não chegaria sequer aos 10 mil. É uma campanha fria, procurando eletricidade numa tomada antiga e votos na lembrança de um sobrenome que já não acende como antes. A tradição dos “Francos” ainda aparece no currículo, mas parece ter desaparecido do carregador. Se não aumentar a voltagem, Marcos corre o risco de chegar à urna com muito sobrenome, pouca corrente e o disjuntor eleitoral desligado.
Carlinhos no processo. O principal acontecimento envolvendo Carlinhos Ferreira não foi uma carreata, mas uma reportagem que reuniu pelo menos 16 processos e decisões de diferentes fases de sua trajetória. A própria matéria registra que algumas decisões foram reformadas, encerradas ou cumpridas e que não existe impedimento eleitoral vigente: sua candidatura está deferida. Juridicamente, está na disputa; politicamente, passou o domingo carregando uma estante de explicações. Enquanto outros distribuíam santinhos, Carlinhos precisou distribuir esclarecimentos.

Diego na missão. Pastor Diego mantém a candidatura estadual voltada ao eleitorado cristão e conservador, com defesa da família, das crianças e dos valores religiosos. A agenda do fim de semana não apareceu de forma suficientemente detalhada, mas sua comunicação segue ativa nas redes. Enquanto alguns candidatos procuram um padrinho, Diego já entra na campanha chamando o eleitor de irmão. Só precisa transformar “amém” em 44744, porque urna eletrônica ainda não contabiliza aplauso de culto.
Heleno no púlpito. Pastor Heleno aposta na lembrança de seus mandatos e na rede construída entre os evangélicos. Não apareceu uma agenda pública verificável dos dias 12 e 13, nem grande ato com repercussão nos portais pesquisados. A campanha parece trabalhar mais nos bastidores das igrejas que na avenida das redes. Heleno conhece o rebanho, mas precisa mostrar que ainda sabe conduzi-lo até a urna. Em eleição, fé move montanhas; campanha sem divulgação, no máximo, move o grupo de WhatsApp.
Anderson fora da tela. Anderson de Zé das Canas disputa uma vaga federal pelo PSD, mas teve pouca exposição pública no fim de semana. Não foram localizadas postagens ou reportagens que permitissem identificar os municípios visitados ou o público reunido. Pode ter trabalhado muito, porém trabalhou longe das câmeras. Em campanha, serviço sem divulgação é igual cana sem caldo: existe, mas ninguém sente o gosto. Anderson precisa aparecer antes que o eleitor confunda discrição com desaparecimento.
Thiago entrou na zona. Thiago de Joaldo também ocupou o debate sobre a Zona de Expansão, destacando que foi relator das regras do plebiscito aprovadas em março. A campanha tenta provar que ele não chegou agora apenas para posar ao lado da placa. Katarina apresenta a pauta; Thiago apresenta o currículo da pauta. Tem tanto candidato marcando presença na região que, antes do plebiscito, talvez seja necessário definir a fronteira entre os palanques.

Coronel na corrida. Coronel Ribeiro misturou corridas de rua, encontros comunitários e o “Papo Reto” em atividades ligadas ao Bugio. A estratégia procura alcançar o eleitor fora dos palanques tradicionais, com esporte e conversa direta. O coronel corre atrás do voto literalmente, enquanto muito candidato só corre quando aparece uma pesquisa ruim. O perigo é o eleitor ter preparo físico maior e escapar na primeira esquina. Pelo menos, nessa campanha, promessa atrasada pode receber cartão por falta de ritmo.
Sukita ferveu Capela. O ex-prefeito Manoel Sukita protagonizou mais um capítulo de sua longa novela política ao reagir à atuação de policiais diante de sua residência, onde um veículo estaria estacionado na calçada e, segundo a versão apresentada no local, poderia atrapalhar a passagem do desfile cívico. Aos gritos, Sukita desafiou a prisão, cobrou tratamento igual para todos e atribuiu o episódio a uma suposta perseguição ligada ao deputado Cristiano Cavalcante, fazendo ainda um apelo direto ao governador Fábio Mitidieri. A polícia aparentava cumprir uma determinação; Sukita enxergou operação política. Em Capela, o trio ainda nem havia começado a tocar, mas o ex-prefeito já abriu o microfone, convocou a plateia e transformou a própria calçada num palco de stand-up eleitoral. Resta a pergunta: o carro impedia o desfile ou o desfile acabou estacionando, politicamente, na porta de Sukita?




