Com a chegada das grandes festas populares em Sergipe — como o Pré-Caju e o FASC — vem também um alerta que não dá pra ignorar: tem bebida batizada rolando por aí. E o risco é real.
Nesta semana, a Polícia Científica de Sergipe confirmou a adulteração de 200 garrafas de destilados apreendidas em Nossa Senhora do Socorro. O laudo pericial foi direto ao ponto: tudo falsificado — da bebida ao rótulo. E não estamos falando de um “gato” inofensivo. Os testes mostraram que o teor de etanol estava fora dos padrões seguros para consumo humano, o que pode causar sérios problemas à saúde.
A festa pode virar tragédia
É só juntar multidão, música alta e bebida barata que os falsificadores aparecem. E não é teoria: a apreensão aconteceu no dia 4 de outubro, no Loteamento Itacanema. A denúncia era de que garrafas falsificadas estavam sendo vendidas livremente na região. Quando o BPChoque chegou, dois homens estavam “trabalhando” nas garrafas. Fugiram, claro.
No início, a polícia recolheu 124 garrafas, mas depois o número passou de 200. Tudo analisado pelo IAPF (Instituto de Análises e Pesquisas Forenses). Resultado: etanol demais e embalagem de menos.
Etanol acima do limite e falsificação descarada
O perito Nailson Correia não aliviou: “Todos os resultados ficaram fora dos parâmetros esperados.” E não foi só o conteúdo que assustou — rótulo, lacre e até o vidro apresentavam sinais de falsificação grosseira. Um verdadeiro combo da enganação.
Se o susto já é grande com o etanol, vale lembrar: não foi detectado metanol dessa vez, mas a substância já causou mortes em outros estados brasileiros este ano. Em São Paulo e Pernambuco, por exemplo, mais de 60 casos de intoxicação grave foram registrados por consumo de bebidas com metanol, uma substância altamente tóxica que pode cegar, causar lesões permanentes ou matar.
Pré-Caju 2025: Polícia entra em campo com a Operação Copo Limpo
Sabendo do risco, as autoridades não estão paradas. A Operação Copo Limpo, que já está em andamento no Pré-Caju 2025, tem peritos analisando bebidas em tempo real, ali mesmo, no meio da folia, pra evitar tragédias.
Com apoio de várias instituições (Polícia Civil, MP, Procon, Vigilância Sanitária, PF…), a ideia é clara: cortar o mal pela raiz. Até agora, nenhuma irregularidade foi encontrada em camarotes ou bares fiscalizados. Mas a recomendação é não baixar a guarda.
Como se proteger de bebida falsificada?
A dica é básica, mas vale ouro:
- Cheque o lacre da garrafa — desalinhado ou com marcas de reuso? Corre.
- Desconfie de rótulos desalinhados, mal colados ou com erros de português.
- Olho no selo da Receita Federal no gargalo. Faltou? Sai fora.
- Preço baixo demais é sempre cilada. Se a garrafa está muito mais barata que o normal, tem algo errado.
- Compre em locais confiáveis e exija nota fiscal.
Se viu algo suspeito, ligue pro 190 ou 181. A denúncia é anônima e pode salvar vidas.
Vender bebida batizada é crime. E dos pesados.
Não é só ilegal: é crime com pena pesada. O Código Penal prevê de 4 a 8 anos de cadeia pra quem falsifica ou adultera bebidas. E se a fraude causar morte ou lesão grave, um projeto de lei aprovado pela Câmara em 2025 transforma o crime em hediondo, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
No FASC também vai ter fiscalização
Com o FASC chegando na semana que vem, o alerta continua valendo. Os órgãos de fiscalização já confirmaram presença no evento e devem seguir com o esquema de vigilância reforçada. Mas é bom lembrar: a primeira linha de defesa é você.
Canais de denúncia
📞 Polícia Militar: 190
📞 Disque-Denúncia da Polícia Civil: 181
📞 Procon Aracaju: 3179-6040 ou 151
Fique esperto, proteja sua saúde e não vire estatística de irresponsabilidade alheia.
E você? Já se perguntou de onde vem a bebida que tá tomando?
Compartilha essa matéria com quem vai pro Pré-Caju ou FASC. Quanto mais gente informada, menos espaço pros criminosos. Comente aí embaixo: você já comprou bebida e depois achou suspeita?
Fontes Principais
G1 SE, A8SE, Polícia Científica de Sergipe, Ministério da Saúde, Procon Aracaju, CNN Brasil.




