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Jeferson Andrade puxa o debate e Alese mira modelo de Goiás para segurança pública

Segurança pública: quem manda, afinal?

Na última sexta-feira (23), a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) decidiu colocar o dedo na ferida: reuniu parlamentares, especialistas e até o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para discutir o tema que ninguém quer encarar de frente — a falência crônica da segurança pública no Brasil.

O seminário, articulado pelo deputado estadual Neto Batalha (PP), não foi só mais um evento institucional com discursos mornos. A proposta era clara: entender por que Goiás, comandado com pulso firme por Caiado, conseguiu reduzir seus índices de criminalidade enquanto outros estados mal conseguem tapar os buracos no colete das polícias.

Goiás no centro da roda

Caiado não perdeu a chance de defender seu modelo. Falou sobre inteligência policialintegração de forças e autonomia estadual como pilares de uma política de segurança eficaz. E mais: não poupou críticas à tentativa do Governo Federal de centralizar o controle das polícias estaduais. “Querem mandar nas polícias sentados no ar-condicionado de Brasília”, ironizou, em alto e bom som.

Aliás, esse foi um dos pontos mais inflamados do evento. A PEC da Segurança Pública, apelidada de “PEC do Caos” pelo deputado federal Coronel Alberto Fraga (PL-DF), virou alvo preferencial. Segundo ele, a proposta é um “tiro no pé” das forças estaduais. E, convenhamos, o histórico de Brasília em resolver crises locais não é exatamente animador.

Um SUS da segurança?

O presidente da Alese, Jeferson Andrade (PSD), propôs uma provocação interessante: criar um Sistema Único de Segurança Pública, aos moldes do SUS. A ideia? Unificar diretrizes, mas respeitar a realidade de cada estado. Parece utopia? Pode ser. Mas é melhor do que continuar empurrando o problema com a barriga.

Enquanto isso, o cidadão continua vivendo em estado de exceção diário, refém da ausência do Estado onde mais precisa dele — nas ruas.

O silêncio federal e a urgência do debate

Não houve representação formal do Governo Federal no evento. Coincidência? Pouco provável. Quando o debate ganha tons críticos à centralização, Brasília costuma olhar para o lado. Só que não dá mais para fingir que o caos da segurança pública é um problema “dos outros”. O crime já entendeu que as fronteiras estaduais são meras linhas no mapa. Quando o poder público vai entender?


👉 E você, o que pensa sobre a centralização da segurança pública? O modelo de Goiás funciona ou é só marketing? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este conteúdo com quem precisa acordar para o tema.


Fontes principais:

  • Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese)
  • G1 Sergipe

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