Uma reunião, uma articulação em Brasília e uma vontade contida: a política sergipana pode estar prestes a assistir um reposicionamento que vai muito além de alianças de ocasião. A possível aliança PT‑PSD em Sergipe já não é mais apenas boato — virou pauta real nos bastidores, e, como tudo no jogo do poder, pode mudar a qualquer momento.
Conversas no sigilo, decisões no Planalto
De um lado, o governador Fábio Mitidieri (PSD), que até aqui vinha mantendo distância segura do PT. Do outro, a cúpula petista, cada vez mais pressionada a reconstruir bases estaduais sólidas após sucessivas perdas de protagonismo.
O ponto de inflexão? A movimentação em Brasília. Fontes ligadas ao diretório nacional do PT confirmam: há interesse real em selar alianças estaduais estratégicas que reforcem o palanque de Lula em 2026. E Sergipe, embora pequeno em eleitorado, tem peso simbólico e político — especialmente com o senador Rogério Carvalho (PT) como peça central nessa engrenagem.
O PT quer voltar ao jogo
O Partido dos Trabalhadores não está satisfeito com o cenário atual. Perdeu força na Assembleia Legislativa, perdeu espaço nos governos municipais e precisa retomar influência se quiser sobreviver à próxima onda eleitoral.
Márcio Macêdo, petista histórico e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, já avisou: “tínhamos cinco deputados estaduais, hoje temos um”. A conta não fecha. Por isso, articulações com o governo Mitidieri — ainda que discretas — estão sendo costuradas a portas fechadas.
Mitidieri joga parado — mas observa
Enquanto isso, o governador Fábio Mitidieri assiste ao tabuleiro se mexer com atenção cirúrgica. O PSD pode até topar a aliança, mas sabe o custo: entregar espaço para o PT no governo, algo que mexe com estruturas locais e interesses já instalados.
Publicamente, o governador evita declarações diretas. Mas nos bastidores, o clima é outro. A depender das garantias dadas pelo Planalto — leia-se Lula e companhia — o PSD pode muito bem abrir espaço para os petistas, desde que a fatura eleitoral venha com juros favoráveis.
2026 já começou
Quem acha que essa conversa é sobre 2025 está atrasado. O que está em jogo é o alinhamento para 2026. O PT quer palanque. O PSD quer continuidade. E Lula, claro, quer votos no Nordeste com governadores aliados.
Se essa aliança sair do papel, muda tudo: oposição enfraquecida, esquerda rearticulada, e um novo ciclo político em Sergipe com menos confrontos e mais conchavos.
A pergunta é: quem vai ceder primeiro? E até quando vão sustentar esse “namoro” escondido?
O que você acha disso, leitor?
A aliança PT‑PSD em Sergipe fortalece o jogo político ou enfraquece a oposição? Lula e Mitidieri estão mesmo afinados? Comente abaixo, compartilhe e fique de olho: o Portal Fausto Leite acompanha cada movimento desse tabuleiro.
Fontes principais
FanF1, Jornal do Dia SE, Sergipense, Cinform, Correio Braziliense, InfoMoney




