Começou o ano, e com ele, o velho roteiro da política municipal: obras pipocando, ordens de serviço para todo lado e muito sorriso pra foto. Em Nossa Senhora do Socorro, o gestor municipal resolveu dar bom dia pra segunda-feira já no modo turbo — passando por bairros como Albano Franco e Guajará com a caneta na mão e a equipe de comunicação a tiracolo.
É asfalto, reforma, promessa e inauguração. Tudo ao mesmo tempo agora.
Nada contra obra, que fique claro. O problema é quando ela vira palco de encenação eleitoral — aquela que só aparece no último ato, quando a eleição se aproxima e a lembrança do povo vira moeda de troca.
Portanto, amigo leitor (e eleitor), abre o olho. Porque a política em Socorro, como em boa parte do Brasil, funciona no compasso do calendário eleitoral. E, pelo visto, a campanha já começou — só esqueceram de oficializar.
Obras são boas. Oportunismo, nem tanto.
A movimentação em bairros como o Guajará e o Albano Franco pode até trazer melhorias — mas também levanta a pergunta que precisa ser feita: por que só agora? Por que as prioridades do povo só viram urgência quando a urna começa a brilhar no horizonte?
Se a gestão tivesse esse mesmo gás durante os três anos anteriores, talvez não precisasse correr agora pra tentar entregar em meses o que ficou parado por tanto tempo.
Aliás, já que o prefeito tá com pressa, que tal correr também pra resolver os problemas estruturais que a cidade enfrenta? Porque o povo quer resultado, não só placa de inauguração e corte de fita com palminha.
E aí, leitor: você acredita nessa pressa repentina ou já sacou o jogo? Comenta aí, compartilha com os amigos de Socorro e vamos juntos fiscalizar essa correria eleitoral disfarçada de gestão eficiente.
Fontes principais:
G1 Sergipe, Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, redes sociais institucionais.




