O governo Lula achou que ia passar despercebido. No apagar das luzes, meteu a mão no bolso do brasileiro com um aumento sorrateiro no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Mas a gritaria foi tanta – de empresários, economistas e até aliados – que teve que dar meia-volta no meio da avenida. E não por convicção, claro. Foi pressão pura.
A desculpa? Reforçar a arrecadação para cumprir metas fiscais. O problema é que o tal do “ajuste” sempre recai sobre quem não tem lobby: a classe média que paga parcelado, os pequenos empresários, os autônomos e quem ousa fazer um Pix acima da média.
IOF: o imposto invisível que ninguém percebe, mas todo mundo paga
O aumento do IOF nem sempre gera manchetes – mas afeta do estudante que vai fazer intercâmbio até o MEI que precisa de crédito para manter a empresa viva. Estamos falando de um tributo que incide sobre câmbio, empréstimos, seguros e até operações com cartão de crédito internacional.
A manobra da vez elevava a alíquota em operações de câmbio e crédito. E o pior: vinha embalada como “necessária” para manter o equilíbrio fiscal. Mas equilíbrio para quem?
Um governo progressista com hábitos regressivos
Sim, Lula prometeu um Estado forte e justiça social. Mas não existe justiça fiscal onde o peso recai sobre quem já carrega o país nas costas. Quando o governo escolhe o IOF como ferramenta de arrecadação, está dizendo: “prefiro penalizar o consumo e o crédito do povo a enfrentar privilégios estruturais”.
Ou seja: mexer com bancos, grandes heranças ou dividendos? Nem pensar. Melhor cobrar mais do cartão de crédito do trabalhador.
Recuo: o medo da manchete negativa ainda funciona
Depois do barulho, o Palácio do Planalto recuou parcialmente. A revogação parcial foi vendida como “abertura ao diálogo”, mas o estrago na confiança já estava feito. O mercado ficou ressabiado, e a oposição ganhou munição.
E enquanto isso, seguimos vendo o mesmo filme: quem tem muito paga pouco; quem tem pouco paga tudo.
💬 E aí, o que você acha dessa história do IOF?
Você sentiu o aumento no bolso? Acha justo usar o IOF para tapar buraco fiscal? Comenta aí e compartilha essa matéria com quem precisa entender que o imposto mais perverso é aquele que ninguém vê chegando.
Fontes Principais:
- Valor Econômico
- BBC Brasil
- Ministério da Fazenda
- Agência Brasil




