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Blind Date Notícias

PL encontra um vice de “peso”, mas a balança não se mexe. Ricardo Marques finalmente encontrou um vice e Sergipe pôde suspender as buscas. O escolhido foi Érico Menezes, empresário e ex-vereador de Lagarto, eleito em 2012 com 1.024 votos e derrotado em 2016, quando recebeu 684. É esse o reforço escalado para tentar salvar uma chapa que já parece fazer água. Pastora Salete, ao menos, era uma mulher atuante, mais próxima da população e com maior capacidade de mobilização. Érico ainda precisará ser apresentado fora de Lagarto antes de pedir qualquer voto. O PL agora tem governador, vice e fotografia completa, mas segue faltando combinar com o eleitor. Ricardo resolveu o problema da cadeira vazia, porém complicou ainda mais seu território político. Encontraram o vice, tocaram “Evidências” e tiraram a foto. Agora só falta descobrir onde estão os votos.

Porto da Folha terá eleição dentro da eleição. O TRE-SE marcou para 25 de outubro de 2026 a eleição suplementar que escolherá prefeito e vice de Porto da Folha. A votação acontecerá no mesmo dia do segundo turno das eleições gerais. Ou seja, o eleitor poderá chegar à urna preparado para votar em presidente e governador e descobrir que o cardápio eleitoral ganhou prefeito e vice de sobremesa. O pleito é municipal, mas os caciques estaduais certamente acompanharão cada passo.
Em Sergipe, quando aparece uma urna sobrando, logo surgem três candidatos, quatro padrinhos e uma multidão de políticos jurando que sempre teve parentes em Porto da Folha. A cidade ganhará eleição dentro da eleição, campanha dentro da campanha e provavelmente mais santinho do que folha no próprio nome. Agora é preparar o título, a paciência e o dedo, porque a urna vai trabalhar dobrado.

Professores ameaçam greve e o governo ganha uma prova sem direito a cola. A possibilidade de greve dos professores estaduais ganhou força após o Sintese denunciar a falta de diálogo com o Governo de Sergipe. A situação ainda coloca o PT governista numa saia justa: ficará ao lado da gestão ou de uma categoria historicamente próxima ao partido? A pauta é explosiva em plena campanha, porque professor tem sala de aula, sindicato, família, voz e voto. Quando o magistério pega o giz e escreve “greve” no quadro, não há coletiva capaz de apagar o recado. O governo precisa abrir o diálogo antes que o sinal toque e a insatisfação saia da escola direto para a urna. Desta vez, a prova é discursiva, vale muitos pontos e não permite consulta aos marqueteiros.

Fábio e André colocam a campanha na rua e Socorro vira sala de visitas. Fábio Mitidieri e André Moura intensificaram a agenda conjunta, com movimentação no Santos Dumont e encontro de lideranças em Nossa Senhora do Socorro. A campanha destaca investimentos superiores a R$ 100 milhões e tenta vender a imagem de parceria entre Governo e representação no Congresso. A chamada “mini carreata” cresceu tanto na divulgação que de mini já estava sobrando apenas o nome. 

André Moura cresce na conversa e o Senado fica cada vez mais apertado. A pesquisa ECM colocou André Moura em empate técnico na corrida ao Senado e jogou mais combustível numa disputa que já estava pegando fogo. Com presença intensa nos atos políticos, apoio de prefeitos e elogios públicos da Delegada Katarina, André mostra que não entrou na campanha para fazer figuração nem carregar placa. Experiente, articulado e com forte presença no interior, ele aparece cada vez mais competitivo na disputa pelas duas vagas. O problema é que Sergipe tem candidato ao Senado quase na mesma proporção que tem promessa em época de eleição. A corrida virou estacionamento de shopping em dezembro: todo mundo circulando, dando seta, buzinando e jurando que a vaga já é sua. André, porém, parece ter chegado com o carro embalado, o pisca-alerta ligado e alguém guardando o lugar.

Seiscentos celulares reaparecem e muita gente corre para conferir o IMEI. Sergipe ganhou destaque na Operação Última Chamada, voltada à recuperação de aparelhos roubados e furtados, e centenas de celulares devem ser restituídos aos proprietários. É notícia com vocação natural para WhatsApp porque praticamente todo sergipano conhece alguém que já perdeu um aparelho para ladrão. Agora começa a esperança coletiva: cada telefone apreendido tem pelo menos quinze pessoas dizendo “esse aí parece o meu”.

Iguá continua no noticiário porque água não aceita discurso seco. A concessão do abastecimento continua atravessando o debate político e, principalmente, a paciência do sergipano. Enquanto a empresa anuncia que a substituição da adutora da Avenida Maranhão já alcançou cerca de metade da execução, moradores da Grande Socorro e de diversos municípios continuam reclamando da falta d’água. Pelo visto, a obra chegou aos 50%, mas a torneira permanece trabalhando em regime de home office. A oposição aproveita cada balde vazio para aumentar a cobrança, e o governo tenta explicar uma conta que não fecha nem com hidrômetro novo. Água é uma pauta eleitoral cruelmente simples: o político discursa quinze minutos sobre investimento, modernização e cronograma; o eleitor abre a torneira em cinco segundos. Se sair água, ponto para a gestão. Se sair apenas aquele soluço de cano vazio, acabou o pronunciamento e começa o banho de votos.

Edvaldo vai ao interior porque o Senado não se ganha somente na Orla. Edvaldo Nogueira levou sua campanha a Japaratuba, reuniu lideranças e falou sobre emprego, saúde e investimentos nos municípios. Pelas imagens divulgadas nas redes sociais, porém, o público pareceu modesto, daqueles encontros em que o fotógrafo precisa escolher muito bem o ângulo para transformar roda de conversa em grande ato político. A campanha já percebeu que Aracaju oferece visibilidade, mas é o interior que entrega uma montanha de votos. O problema é que, até agora, as passagens de Edvaldo pelos municípios parecem reunir mais lideranças no discurso do que gente na fotografia. Daqui até outubro, ele ainda percorrerá tanta estrada que o GPS vai pedir férias. Só precisa levar o eleitor junto, porque campanha ao Senado sem povo é caravana com combustível, motorista e banco vazio.

Caso Lulinha volta ao palco e o Planalto procura o extintor. O caso Lulinha voltou ao centro da política nacional com potencial para incendiar a campanha presidencial. A Polícia Federal analisa mensagens nas quais a lobista Roberta Luchsinger teria se apresentado como representante de Fábio Luís Lula da Silva, chegando a escrever: “Eu sou o Fábio”. No Brasil, pelo visto, até identidade política já funciona por procuração informal. A PF investiga suspeitas de tráfico de influência, enquanto a defesa de Lulinha nega autorização, contesta as mensagens e fala em vazamentos eleitorais. Lula declarou confiar no filho, mas afirmou que ele deve prestar esclarecimentos sem proteção presidencial. É uma postura republicana, embora o problema continue sentado à mesa do café da manhã do Planalto. O roteiro reúne presidente, filho, lobista, Polícia Federal, STF e campanha eleitoral. Falta apenas a plataforma de streaming. Enquanto a investigação procura provas, a oposição procura palanque e o governo procura um assunto que consiga mudar a manchete.

Marçal vende candidatura, mas o TSE ainda não comprou o curso. O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE que rejeite a candidatura de Pablo Marçal à Presidência. A Procuradoria alega que ele está inelegível até 2032, por decisão do TRE-SP, e questiona sua filiação ao PRTB. Também quer afastá-lo dos debates, da propaganda eleitoral e dos recursos públicos enquanto o caso não for julgado. A pergunta deixou de ser quantos votos Marçal terá e passou a ser se chegará à urna. O ex-coach agora precisa desbloquear o módulo “Como disputar uma eleição sem poder disputar”. Nas redes, sobra engajamento; na Justiça Eleitoral, falta convencer os ministros. 

Bancários param e começam a revisar o “L” no extrato. Bancários realizam nesta quinta-feira, 20 de agosto, uma paralisação nacional de 24 horas após rejeitarem a proposta da Fenaban. A categoria cobra aumento real, valorização da PLR, melhores benefícios e condições de trabalho. A adesão varia, portanto nem todas as agências devem fechar, enquanto caixas eletrônicos e aplicativos continuam funcionando. O movimento chega em plena campanha e deixa muitos bancários pensando seriamente se ainda vale a pena “fazer o L” ou se é melhor pedir uma auditoria política. No caixa eletrônico, o sistema informa: negociação indisponível. Para continuar apoiando o governo, digite sua paciência; para reclamar, procure o sindicato.

Exército vigia a fronteira e os Correios trazem a sacola. O Brasil reforça a fiscalização na fronteira com o Paraguai, mobiliza Exército, Marinha, Aeronáutica e órgãos federais contra armas, drogas e contrabando. Ao mesmo tempo, os Correios inauguram um serviço terrestre para entregar em casa compras paraguaias de até 30 quilos. É o país em seu estado mais brasileiro: fecha o cerco numa pista e abre o rastreamento na outra. O consumidor não precisa mais atravessar a ponte; agora é a sacola que atravessa por ele, com código de rastreio e bênção da Receita Federal. Não virou Paraguai sem imposto: as encomendas continuam sujeitas à fiscalização e à tributação brasileira. De um lado, soldado, bloqueio e operação militar; do outro, o carteiro perguntando se alguém encomendou um videogame. Não é exatamente contradição, mas parece roteiro escrito por um governo que começou o capítulo sem ler a página anterior.

Salomão assume o STJ: que venha a sabedoria, não a Lei de Talião.  Luis Felipe Salomão tomou posse como presidente do STJ para o biênio 2026–2028, prometendo decisões de qualidade, transparência, cidadania e inteligência artificial a serviço da sociedade. O nome lembra o rei Salomão, personagem bíblico conhecido pela sabedoria e pelo célebre julgamento de duas mulheres que reivindicavam a maternidade da mesma criança. Ao propor dividir o bebê ao meio, Salomão revelou a verdadeira mãe: aquela que preferiu perder o filho a vê-lo morto. Não existe propriamente uma “Lei de Salomão”, mas uma Justiça de Salomão, baseada em inteligência, equilíbrio e capacidade de enxergar além das aparências. É justamente disso que o Judiciário brasileiro precisa. Desejamos ao ministro uma excelente presidência, com independência, sensibilidade e decisões compreensíveis até para quem não fez doutorado em juridiquês. Que Salomão honre Salomão, porque processo até pode ser dividido; Justiça, jamais.

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