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Canindé e o negócio da China: Machadinho voltou até olhando melhor

Em Canindé de São Francisco, quando o prefeito Machadinho Barbosa viaja, não é só viagem, é evento oficial, fofoca coletiva e quase um reality show de aeroporto. Bastou Machadinho embarcar para a China que o povo já começou a perguntar se ele ia trazer investimento, parceria internacional ou pelo menos um ventilador mais barato da Shopee. No sertão, ninguém viaja em paz. Se o prefeito vai para Pequim, a oposição já quer saber até quem pagou o amendoim do embarque.

Mas Machadinho voltou e voltou diferente. O povo percebeu logo que não era só o fuso horário. O prefeito apareceu mais alinhado, mais renovado e, digamos assim, com o olhar mais aberto para o futuro. Teve gente jurando que ele aproveitou a temporada internacional e deu aquela leve suspendida nas pálpebras. Nada demais, apenas um ajuste estratégico para enxergar melhor Canindé, porque prefeito bom é prefeito que olha longe. E agora ele está olhando tão bem que dizem que já consegue ver problema em Canindé direto da Muralha da China.

A oposição, claro, quase pediu perícia oftalmológica e auditoria internacional ao mesmo tempo. Kaká Andrade e companhia ainda tentavam descobrir se a viagem de Machadinho Barbosa foi institucional, turística ou uma missão diplomática digna de prêmio Nobel do Sertão, enquanto o prefeito já desembarcava com aquele olhar de quem não só foi à China, mas voltou enxergando até promessa de vereador a três quilômetros de distância. Teve gente dizendo que ele foi buscar investimento, outros juram que ele foi receber um “prêmio internacional de literatura política”, porque voltou escrevendo melhor e respondendo mais afiado. O fato é que saiu de Canindé como Machadinho e voltou como “Machadinho Olhos Abertos Edition”, praticamente um prefeito em 4K, vendo tudo, ouvindo tudo e ainda mais alinhado para cuidar da cidade.

E ele fez questão de explicar que foi tudo legal, autorizado pela Câmara, pago com recursos próprios e com foco em buscar conhecimento para aplicar no município. Traduzindo para o dialeto político do sertão: “fui com meu dinheiro, com meu passaporte e voltei com ideia nova”. E convenhamos, se o homem foi buscar solução para Canindé e ainda voltou mais bonito, o investimento foi duplamente produtivo.

Possivelmente hoje ele desembarca novamente em Canindé trazendo novidades, histórias da China e talvez até algumas palavras em mandarim misturadas com o velho sotaque do sertão. O povo já espera o discurso, metade querendo saber das obras e a outra metade querendo descobrir o nome do médico da pálpebra milagrosa. Porque no fim das contas, entre a resenha e a política, uma coisa até os adversários admitem: Machadinho pode até virar meme, mas está fazendo um bom trabalho e continua sendo assunto obrigatório em qualquer mesa de conversa da cidade.

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