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Carla Zambelli é presa na Itália: a queda espetacular de uma foragida da extrema-direita

Carla Zambelli finalmente caiu. A deputada bolsonarista (PL-SP), que andava sumida desde maio após ser condenada pelo STF, foi presa nesta terça-feira (29) em Roma, na Itália. E não, ela não se entregou — como sua defesa tentou emplacar. A prisão foi fruto de uma cooperação internacional entre a Polícia Federal e as autoridades italianas, após um empurrãozinho do deputado Angelo Bonelli, que entregou o paradeiro da foragida de bandeja.

E agora, Zambelli?

Foragida com cidadania italiana e ficha suja no Brasil

Zambelli estava com a ficha mais suja que paletó de açougueiro. Foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF por envolvimento direto na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça — uma trama bizarra que contou com o “consultor” Walter Delgatti, também conhecido como o hacker de estimação da deputada.

Depois da condenação, a parlamentar virou poeira: saiu do Brasil rumo à Argentina, deu um pulo nos Estados Unidose acabou se abrigando na Itália, onde tem cidadania. Mas nem o passaporte europeu salvou. Ela foi incluída na lista vermelha da Interpol e entrou na mira da Justiça internacional.

Prisão, extradição e um futuro nada promissor

De acordo com a PF, o processo de extradição já está em andamento. A Justiça italiana agora tem 48 horas para decidir: entrega Zambelli para o Brasil? Mantém presa em solo italiano? Ou opta por medidas cautelares?

Por enquanto, ela segue detida — e o histórico não ajuda. Desde a condenação, teve passaportes, contas bancárias, salário e redes sociais bloqueados por ordem do Supremo. Ou seja: nem tweetar em tom de mártir ela pode.

A versão da defesa é que Zambelli teria “se entregado”. Mas, segundo a imprensa italiana e a PF, a prisão foi clara e objetiva: os agentes bateram à porta e ela estava no apartamento em Roma. Nada de gesto heroico.

A derrocada de uma aliada do bolsonarismo

Zambelli virou símbolo do radicalismo bolsonarista: falas agressivas, teorias conspiratórias, arma em punho nas vésperas da eleição de 2022. Agora, coleciona processos e páginas de jornal — não como articuladora política, mas como réu condenada.

A prisão também joga um balde de água fria em parte da base da extrema-direita, que ainda insistia na narrativa de “perseguição política”. Difícil sustentar essa tese com uma foragida internacional e envolvida num esquema criminoso digital.

O que vem a seguir?

Tudo agora depende da Justiça italiana. O Brasil fez o pedido formal de extradição com base nos tratados internacionais — e o STF espera trazê-la de volta para que comece a cumprir os 10 anos em regime fechado.

A pergunta que fica: Zambelli vai encarar a cadeia ou continuar tentando driblar a Justiça com truques de cidadania e narrativas mirabolantes?

Seja como for, o cerco fechou. E Roma não perdoa.


E você, acha que Zambelli vai cumprir pena mesmo ou ainda tem carta na manga? Comente, compartilhe e acompanhe mais análises provocadoras em https://faustoleite.com.br/.


Fontes principais:

Agência Brasil, UOL, G1, BBC Brasil, Veja, InfoMoney, Gazeta do Povo, Rádioagência Nacional, Piauí.

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