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CNH sem autoescola em Sergipe: economia real ou risco social e desemprego?

Desde que o Ministério dos Transportes anunciou a proposta de tornar facultativo o uso da autoescola para obter a CNH nas categorias A e B, o debate ganhou força. O argumento do governo é claro: reduzir o custo total do processo em até 80%, diminuindo o peso das taxas pagas às autoescolas, atualmente em torno de R$ 2.500.

Aqui em Sergipe, onde a CNH chegou a custar até R$ 4.300 recentemente, esse discurso soa como um alívio. No entanto, há questionamentos sérios sobre o impacto real dessa medida. A deputada estadual Linda Brasil já denunciou valores exorbitantes cobrados pelas autoescolas locais, alegando conflito de interesses nas tarifas praticadas.

Mas nem só de custos vive essa polêmica. Luciana Araújo, presidente do Sindicato das Autoescolas de Sergipe (Sinase-SE), rebateu duramente a proposta: “Educação não tem negociação, não tem preço”, reforçando que as 45 horas teóricas e 20 horas práticas são essenciais para a segurança no trânsito. A preocupação é de que motoristas formados sem supervisão adequada possam aumentar o risco de acidentes.

Outro impacto crítico dessa proposta é o desemprego. Em Sergipe, milhares de pessoas que dependem direta ou indiretamente das autoescolas podem perder suas fontes de renda caso a obrigatoriedade seja removida. São instrutores, funcionários administrativos e prestadores de serviços que ficariam vulneráveis diante da mudança brusca na regulamentação.

Ao mesmo tempo, Sergipe vive uma explosão na procura por CNH gratuita: em 2024, o programa CNH Social ofereceu 1.200 vagas, mas recebeu mais de 25 mil inscrições. A proposta federal, portanto, poderia ampliar o acesso à habilitação, mas especialistas questionam: o preço dessa acessibilidade pode ser caro demais?

O cenário fica ainda mais complicado ao se considerar o Programa CNH Caminhoneiro, recém-aprovado pela Assembleia Legislativa, que garante até 1.000 vagas anuais gratuitas para categorias superiores. Ou seja, o Estado tem iniciativas concretas que garantem inclusão produtiva real — algo que pode ficar ameaçado caso a formação profissional perca qualidade.

A dúvida é legítima: vale economizar agora, gerando risco de acidentes e provocando desemprego em massa, ou garantir segurança e empregos mantendo as autoescolas obrigatórias?

O que você pensa sobre isso? Comente, compartilhe e diga se prefere economia imediata ou segurança e empregos garantidos!

Fontes principais: CNN Brasil, UOL, Detran-SE, Sinase-SE, Assembleia Legislativa de Sergipe

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