PUBLICIDADE

Coronel Ribeiro no centro do novo jogo político

O Brasil está assistindo a uma mudança silenciosa, mas poderosa. Comandantes de Polícia Militar começaram a olhar para a política não como algo distante, mas como próximo passo de carreira. Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado… tudo entrou no radar. E não é teoria de bastidor, é movimento real. A farda está percebendo que, além de comandar tropa, pode comandar voto. E quando essa ficha cai, o jogo muda de nível.

O caso mais claro até agora vem do Rio de Janeiro. O coronel Marcelo Menezes deixou o comando da Polícia Militar e já aparece vinculado diretamente ao cenário eleitoral. Aqui não tem “talvez” nem “estuda possibilidade”. Saiu e entrou no jogo. É o exemplo mais cristalino de que essa transição deixou de ser exceção e virou estratégia. O quartel virou trampolim, e a política, destino.

Em outros Estados, o movimento ainda está em modo bastidor, mas já é forte o suficiente para causar rearranjo. Em Sergipe, o coronel Ribeiro aparece como nome natural para disputa, mesmo sem ter formalizado saída. No Espírito Santo, o coronel Douglas Caus já é tratado como alguém prestes a trocar a caserna pelo palanque. No Tocantins, o coronel Márcio Barbosa surge articulado para a Câmara Federal. Em Rondônia, o coronel Régis Braguin já deixou o comando e vinha, antes disso, sinalizando interesse eleitoral.

Dentro desse cenário, Sergipe tem um diferencial que chama atenção. O coronel Ribeiro não precisou sair do cargo nem anunciar candidatura para começar a aparecer. Já figura em pesquisa, já é comentado, já é lembrado. Isso não nasce de articulação de última hora. Nasce de gestão. De comando presente. De entrega real. E, principalmente, de reconhecimento interno que começa a transbordar para fora.

Ribeiro fez o que muita liderança promete e não cumpre. Investiu na estrutura, valorizou a tropa, melhorou condições de trabalho e abriu diálogo direto com os policiais. Foi para dentro das unidades, ouviu, respondeu e ajustou. Não comandou do gabinete, comandou de perto. E isso gera algo que político profissional passa anos tentando construir: confiança orgânica. Quando a base acredita, o resto vem.

O BGO que projeta a PMSE para o bicentenário revela ainda mais sobre o perfil do comando. Ao colocar os veteranos no centro da narrativa, Ribeiro reforça tradição, memória e respeito institucional. Não trata passado como arquivo, trata como fundamento. Soma-se a isso a valorização das mulheres na corporação e o olhar crescente para os policiais da reserva. É liderança que enxerga a tropa inteira, não só quem está na ativa.

No fim, o que se desenha no Brasil é um novo tipo de candidato: o comandante que vira político. Alguns vão tentar. Outros vão conseguir. Mas poucos vão chegar com o pacote completo. Porque uma coisa é trocar farda por terno. Outra, bem diferente, é levar junto respeito, resultado e legitimidade. E nesse ponto, Sergipe observa um nome que não correu atrás da política. Foi a política que começou a correr atrás dele.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *