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Sergipe sob cerco da dengue: nove municípios em alto risco e mortes acendem alerta

O Aedes aegypti voltou a dominar o noticiário sergipano. E, desta vez, o sinal de alerta está no volume máximo.

Julho de 2025 trouxe dados preocupantes: nove municípios de Sergipe estão oficialmente em alto risco de infestação pelo mosquito da dengue, segundo o último levantamento LIRAa divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em outras palavras, tem cidade que virou criadouro a céu aberto, e o preço já está sendo pago em vidas humanas.

Municípios no vermelho: infestação acima do limite

A conta é simples: índice acima de 4% significa alto risco. E o mapa da dengue em Sergipe aponta os seguintes campeões na corrida da infestação:

  • Nossa Senhora da Glória (6,6%)
  • Simão Dias (6,3%)
  • Cumbe (6,1%)
  • Itabaiana (5,5%)
  • Santa Luzia do Itanhy (4,8%)
  • Malhador (4,6%)
  • Riachão do Dantas (4,3%)
  • Barra dos Coqueiros (4,1%)
  • Cedro de São João (4,0%)

Enquanto isso, outros 44 municípios estão em médio risco e apenas 21 escaparam da ameaça — por enquanto.

O recado é claro: ninguém está seguro. Ou o mosquito é eliminado, ou ele vai continuar escolhendo suas vítimas.

Casos sobem e mortes se acumulam

Só até maio, Sergipe já contabilizou 674 casos prováveis de dengue. Entre janeiro e abril, foram mais de 1.800 notificações. Em Aracaju, capital do estado, a estimativa de incidência bateu 8,4 casos por 100 mil habitantes na semana epidemiológica 28.

Mas os números ganham um peso brutal quando se transformam em nomes e rostos. Quatro mortes foram registradas este ano:

  • Um idoso de 77 anos, em São Francisco.
  • Uma bebê de apenas 1 ano, em Nossa Senhora das Dores.
  • Uma mulher de 42 anos, em Aracaju.
  • Uma criança de 9 anos, em Tobias Barreto.

Mortes evitáveis. Todas elas. A pergunta que fica é: quanto vale ignorar uma calha entupida?

O que está sendo feito — e o que falta fazer

A SES garante que ações estão sendo tomadas: mutirões, larvicidas, agentes de endemias, testes rápidos (foram mais de 16 mil distribuídos), campanhas educativas. Mas sejamos francos: o mosquito está ganhando de lavada.

Sem uma resposta mais dura — e principalmente sem o envolvimento da população — a tendência é de piora. A dengue não espera eleição, nem cansa com pronunciamento. Ela se alimenta do descuido.

Dengue mata. Mas não pega de surpresa.

O ciclo se repete ano após ano, como um roteiro viciado. O poder público reage tardiamente, a população esquece a cada estiagem, e o Aedes agradece. Enquanto isso, crianças seguem internadas e idosos seguem morrendo.

Diante desse cenário, a única postura aceitável é o incômodo. É olhar para a própria casa e perguntar: “será que aqui mora um criadouro?” Porque a próxima estatística pode sair do seu bairro — ou da sua família.


Você tem visto ações contra a dengue no seu município? Tem feito a sua parte? Comente abaixo e compartilhe essa matéria para cobrar ação real. Porque a dengue só perde quando a gente resolve incomodar de verdade.


Fontes Principais:
G1 Sergipe, SES/SE, Brasil 61, Infonet, NE Notícias, Governo Federal

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