Todo ano, no dia 12 de outubro, o Brasil inteiro se volta para uma figura que atravessa gerações, fronteiras e histórias pessoais. Enquanto o país celebra o Dia das Crianças, milhões de pessoas também se reúnem para homenagear aquela que é considerada a padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida.
Essa devoção, que nasceu de maneira simples no século XVIII, começou quando três pescadores encontraram a imagem da santa no rio Paraíba do Sul. Primeiro veio o corpo, depois a cabeça. E a partir daquele momento, como conta a tradição, os peixes finalmente começaram a aparecer. A notícia se espalhou, os milagres atribuídos à santa também, e o que era apenas uma imagem de barro passou a ocupar um lugar especial na fé do povo brasileiro. Em 1930, ela foi proclamada oficialmente como padroeira do Brasil. Em 1980, ganhou um feriado só dela.
Aqui em Aracaju, essa data também tem seu lugar garantido no coração de muita gente. E um dos pontos mais conhecidos de celebração é o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Bugio. Durante os dias que antecedem o 12 de outubro, a movimentação por lá já começa a crescer. Devotos chegam a pé, de ônibus, de carro, alguns com promessas antigas, outros apenas para agradecer.
O que se vê é uma mistura bonita de fé e tradição. Famílias inteiras se reúnem para participar da novena, crianças se vestem de anjo, idosos com seus terços acompanham cada canto da missa. A cada ano, a celebração cresce e atrai fiéis de vários cantos de Sergipe.
Em 2025, a programação da festa começou no final de setembro e segue até o grande dia, com atividades que unem religiosidade e participação comunitária. No dia 4 de outubro, foi realizada a tradicional procissão dos motoristas, com bênção dos veículos. No dia 5, as crianças tomaram as ruas durante a peregrinação mirim. E de 3 a 11 de outubro, o novenário tem reunido centenas de pessoas todas as noites no santuário.
O ponto alto, claro, é o próprio 12 de outubro. Neste dia, estão programadas diversas missas ao longo do dia, começando às 7h da manhã e se estendendo até a noite. Às 17h, acontece a tradicional procissão, com saída da Praça Dom José Thomaz, no bairro Siqueira Campos, em direção ao santuário. O encerramento acontece com uma missa especial às 19h.
Além da programação litúrgica, a estrutura do evento também recebe atenção especial. A organização disponibiliza apoio logístico, área de acolhimento para idosos, banheiros químicos e suporte de trânsito coordenado pela SMTT. É uma festa que vai além da fé individual. Ela mobiliza a cidade, aproxima pessoas e mostra a força das manifestações populares.
Se você nunca participou, essa é uma oportunidade de vivenciar um momento único da cultura religiosa sergipana. E mesmo que você não seja devoto, vale a pena conhecer o ambiente de acolhimento e respeito que marca essa data. É um dia de celebração, de memória, de encontros. E, principalmente, de fé.
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