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Edvaldo segue com sua pré-candidatura ao senado

Bastou aparecer a conversa de que Edvaldo Nogueira poderia desistir da pré-candidatura ao Senado para virar suplente de Rogério Carvalho que a política sergipana entrou em modo micareta eleitoral. A internet pegou fogo mais rápido do que grupo de WhatsApp quando vaza pesquisa com margem de erro apertada. Tinha gente montando chapa antes do almoço, distribuindo gabinete antes do café e escolhendo até a posição da foto oficial como se a posse fosse na próxima terça feira. O problema é que esqueceram de avisar justamente ao dono da candidatura. Quando Edvaldo ouviu a história, bateu na madeira três vezes, respirou fundo e soltou naquele estilo calmo dele: “meu amigo… só saio dessa candidatura se Deus me levar”. Pronto. A fake news morreu antes mesmo de aprender a pedir voto.

E quem conhece Edvaldo sabe que essa frase combina com ele mais do que café combina com Aracaju em manhã de chuva. Os chamados “edvaldinos raiz” juram que isso virou praticamente filosofia política depois das famosas conversas com o professor Antônio Bittencourt, historiador capaz de transformar qualquer debate eleitoral numa aula sobre Roma Antiga em menos de quatro minutos. Dizem que Bittencourt olhou sério para Edvaldo certa vez e disparou: “Edvaldo… antes o primeiro na aldeia do que o segundo em Roma”. Rapaz… aquilo entrou no PDT igual hino partidário. Tem gente que já repete a frase até em reunião de condomínio.

A melhor cena dessa novela política foi o susto de Galdino, um dos homens mais próximos de Edvaldo. Quando começaram a circular as notícias da possível suplência, contam que o homem ficou mais branco que parede de hospital recém inaugurado. Quase deixou o celular cair tentando entender se a campanha tinha acabado antes de começar. Dizem que Galdino parecia gerente de banco em dia de boato financeiro. Aí pegou o telefone correndo, ligou para Edvaldo e ouviu do outro lado aquela calma clássica de quem já atravessou quatro mandatos na Prefeitura de Aracaju sem transformar espirro em coletiva de imprensa. Bastou desligar a ligação e o homem voltou a respirar normalmente. O PDT seguia vivo, firme e tomando café tranquilamente.

E o aperreio coletivo ainda teve participação especial de Teixeira, da Rio FM. Quando ouviu a conversa de que Edvaldo poderia virar suplente de Rogério, dizem que tomou dois copos de Herbalife quase sem mastigar e entrou em estado de alerta máximo. O homem começou a recalcular cenário político, rever composição, olhar para o teto e quase transforma a Rio FM em AM no susto. Já Ferreira, lá da Estância, apontado como nome forte para a outras suplência de Edvaldo, pegou carona no barco do fogo e ligou imediatamente para o ex-prefeito. Só que Edvaldo atendeu com a tranquilidade de quem já viu mais reviravolta política do que muito comentarista viu novela. No fim, Teixeira não precisou transformar Herbalife em calmante e Ferreira voltou para a Estância sabendo que o Senado continua sendo o destino preferido do PDT.

E convenhamos, faz sentido. Edvaldo Nogueira não construiu uma trajetória de quatro mandatos em Aracaju para entrar no projeto dos outros como passageiro de banco traseiro. O homem atravessou pandemia, crise, eleição dura, oposição barulhenta e continua aparecendo competitivo em qualquer pesquisa para Senado ou até governo. Enquanto muito político vive de espuma de rede social, frase pronta e vídeo ensaiado, Edvaldo continua naquele estilo que irrita os adversários justamente porque funciona. Fala baixo, promete pouco, evita gritaria e segue competitivo. Talvez seja exatamente isso que tenha deixado tanta gente nervosa nessas últimas horas.

Uma resposta

  1. Eu nunca que iria acreditar em um absurdo descabivel desse meu líder não e homem de voltar atrás

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