Edvan Amorim acordou cedo e pegou a estrada para Brasília. Mais uma vez. O ex-deputado sergipano insiste em buscar um partido para chamar de seu, mesmo depois de ter perdido o comando do PL em Sergipe. O detalhe é que ele não é candidato a nada, mas parece mais interessado em segurar o controle de uma legenda do que em disputar as urnas.
O político sem mandato, mas com apetite por poder
Edvan não aceita o baque de ter ficado de fora do jogo com a ascensão do PL em nível nacional. Desde então, tenta de todas as formas emplacar seu nome como comandante de alguma sigla em Sergipe. O problema é que o cenário mudou: quem manda nos partidos hoje já tem dono — e Amorim não está entre eles.
A pergunta que fica é: o que leva alguém sem candidatura, sem mandato e sem perspectiva eleitoral a querer tanto a caneta de um partido? O eleitor, claro, percebe que não é generosidade. É influência, é controle, é a velha mania de transformar legenda em balcão político.
Brasília, mais uma vez, mas até quando?
Essa peregrinação de Edvan a Brasília parece mais um roteiro repetitivo do que estratégia de verdade. Ele insiste, bate na porta de presidentes nacionais e tenta ressuscitar uma influência que já não ecoa mais como antes.
O fato é que os partidos hoje buscam quem tem voto, visibilidade e capital político. E nesse quesito, Amorim parece estar mais no passado do que no futuro.
A sede de partido e a falta de projeto
O curioso é que não há plano eleitoral, projeto político ou candidatura em jogo. Apenas a busca pela chave de um diretório. Essa obsessão revela muito mais sobre a forma como parte da elite política enxerga os partidos: não como instrumentos de debate e ideias, mas como máquinas de barganha.
Enquanto isso, o eleitor assiste de camarote essa novela que, até agora, só tem um protagonista teimoso e nenhuma trama convincente.
E você, acha que Edvan Amorim ainda tem espaço para voltar ao jogo político ou já passou da hora de largar o osso? Comente e compartilhe sua opinião.
Fontes principais
Bastidores políticos de Sergipe, registros jornalísticos locais.





Uma resposta
Tudo certo na sua análise. A não ser por um detalhe: não levou em consideração o fato de Edvan, mesmo sem mandato (como o Waldemar Costa Neto também está, só para citar um exemplo), ser líder de um grupo que conta, pelo menos, com dois deputados federais e três prefeitos (incluindo a da capital).
É muito difícil que Gustinho, depois de perder o comando da prefeitura da própria cidade, não veja acontecer a mesma coisa com diretório de partido que preside atualmente.