A esquerda sergipana resolveu brincar de Frankenstein político: costura-se, nos bastidores, uma chapa puro-sangue que reuniria nomes históricos do PT e aliados tradicionais em uma tentativa ousada de voltar ao protagonismo em 2026. Não é invenção minha — quem trouxe a informação foi o jornalista Narcizo Machado, na coluna Domingueira, e ela já circula como sussurro quente entre analistas políticos.
Os nomes que estão no tabuleiro
De acordo com a análise revelada por um interlocutor influente, o plano seria formar uma frente 100% “vermelha”, encabeçada por Eliane Aquino como candidata ao governo do Estado, com Irã Barbosa de vice. Para o Senado, a dobradinha envolveria Rogério Carvalho, buscando reeleição, ao lado de Edivaldo Nogueira, que surge como coringa — nome de peso que pode servir tanto como puxador de votos quanto como articulador de bastidores.
E pra completar o pacote: João Daniel e Márcio Macedo formariam a chapa de federais. Um time afinado ideologicamente, testado nas urnas e bem conhecido do eleitorado progressista.
Por que essa chapa é ousada — e arriscada
A ideia de uma “chapa puro-sangue” pode até parecer um sonho para parte da militância, mas ela carrega riscos consideráveis. Em um Estado onde as eleições costumam ser vencidas no detalhe, a esquerda estaria abrindo mão de alianças estratégicas ao apostar tudo em nomes identificados com o mesmo campo político.
Além disso, nomes como Rogério Carvalho têm um desafio duplo: consolidar apoio interno no PT — onde há disputas entre correntes — e manter alguma margem de negociação com partidos de centro que não querem ser escanteados. Eliane Aquino, por sua vez, já foi vice-governadora e tem peso político, mas ainda não confirmou publicamente nenhuma intenção de candidatura.
Ou seja: há fumaça, mas o fogo ainda está sendo controlado.
E o centro, vai deixar?
Caso a esquerda leve essa estratégia adiante, a pressão sobre as candidaturas de centro e direita aumenta. Vai ser difícil manter o discurso da “união pelo Estado” se o outro lado apresentar uma chapa com identidade clara e sem amarras.
Mas o centro, historicamente, sabe fazer conta. E pode acabar herdando partidos médios, prefeitos desconfortáveis com hegemonias petistas e eleitores indecisos. O jogo está longe de estar fechado.
O que falta para essa chapa decolar?
Por enquanto, essa articulação ainda vive no campo da especulação qualificada — aquela que ninguém confirma, mas todo mundo comenta. Nenhum dos nomes envolvidos falou publicamente sobre o arranjo. Mas o simples fato de que isso esteja sendo debatido já mostra que a esquerda está, sim, se mexendo.
Se vai voar ou virar um balão de ensaio, só o tempo — e as alianças — dirão.
E você, leitor: essa chapa puro-sangue te anima ou te assusta? Comenta aí o que acha dessa possível formação e compartilha com aquele amigo que já está fazendo as contas para 2026.
Fontes Principais:
- Narcizo Machado – Coluna Domingueira
- Portal FaxAju




