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Em busca do partido perdido

Se a política sergipana fosse uma série, os irmãos Edivan e Eduardo Amorim seriam protagonistas de uma saga chamada “Em Busca do Partido Perdido”. Desde que viram o PL escapar pelas mãos e ser comandado pelo deputado federal Rodrigo Valadares, os Amorim iniciaram uma verdadeira peregrinação por Brasília. Bateram à porta de Republicanos, MDB, PSDB, União Brasil e até partidos nanicos que só aparecem em períodos de janela partidária. Prometeram lideranças, ofereceram nomes de peso, acenaram com supostos exércitos eleitorais, mas o resultado foi o mesmo em todas as tentativas: porta fechada e cafezinho frio. Agora, segundo informações de bastidores, Edivan Amorim pode finalmente encontrar abrigo no Partido Novo, ironicamente, um partido criado para combater a velha política e que, curiosamente, estaria prestes a ser comandado por um dos maiores especialistas em articulação de bastidor da velha guarda. A política tem dessas ironias: quando falta ideologia, sobra conveniência.

Enquanto isso, quem mostrou força sem precisar sair do lugar foi o deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos). Mesmo diante de uma investida direta de Edivan, que prometeu levar para o Republicanos nomes como Emília Corrêa, Valmir de Francisquinho, Ícaro de Valmir e Thalysson, o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, manteve a sigla nas mãos de Gustinho, reconhecendo sua liderança consolidada em Brasília. Até o radialista Luiz Carlos Foca já havia antecipado: “Se Gustinho segurar o partido, ele vira O CARA”. Segurou. E virou.

Gustinho não apenas manteve o comando: já montou uma chapa federal competitiva e estruturada, com nomes como o pastor e vereador Alex Melo (representando a Universal), o delegado André David (primeiro suplente), Gedalva Umbuabá (vice-prefeita de São Cristóvão), a ex-deputada Gracinha, o ex-deputado Heleno Silva, que faz um trabalho de retomada no sertão, o próprio Gustinho e mais um nome surpresa que deve fechar a conta, garantindo ao Republicanos a possibilidade real de eleger dois deputados federais em 2026. No plano estadual, a chapa está igualmente robusta, com perspectiva de eleger até três deputados para a ALESE, incluindo a ex-prefeita Hilda Ribeiro.

Já Valmir de Francisquinho, mantendo sua coerência política, não embarcou nas aventuras partidárias dos Amorim e surge mais fortalecido. Há uma forte possibilidade de Valmir permanecer no PL sob a articulação de Rodrigo Valadares, consolidando uma direita organizada e estratégica em Sergipe. Enquanto uns peregrinam em busca de siglas, outros consolidam liderança e território. No fim, a política dá seu recado: quem tem voto fica; quem tem roteiro de novela… vai tentando a próxima temporada.

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