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Entre ruídos, cortes e vaidades, só André manteve coerência

Escrever jornalismo político em Sergipe continua sendo um exercício de paciência, técnica e, vamos admitir, uma certa coragem. A notícia chega torta, chega recortada, chega mastigada por interesses, chega empurrada por grupos e, muitas vezes, chega antes de existir. E cada jornalista do Estado interpreta essa bagunça com sua própria lente: Narciso Machado com precisão de bisturi, Carlos Foca com a linguagem moderna que alcança o povo, Marco Aurélio com aquele ácido que queima até pensamento mal formulado, Messias Carvalho com a serenidade de quem tenta organizar tempestades, George Magalhães com o impacto de rádio que bate duro, Marcos Cardoso sempre com a leitura estruturada, Adiberto Souza com o veneno competente, Rita Oliveira firme sem titubear, AndersonsBlog  com bastidor de quem circula onde a política acontece, Habacuque Vilacorte sempre certeiro, Cláudio Nunes com aquela capacidade rara de conectar notícia e informação, Pedro Valadares, que muitas vezes lembra Gregório de Matos, o Boca do Inferno, Carlos Ferreira com aquele jeito único e sagaz de dar notícia, percebendo nuances que ninguém mais enxerga e Diógenes Brayner, uma referência que continua ditando muito da régua do debate político em Sergipe. É desse caldeirão de interpretações que nós, jornalistas, precisamos extrair algo que preste, algo que faça sentido, algo que não seja apenas barulho.

E é justamente nesse cenário tumultuado que o governador Fábio Mitidieri precisa encarar uma verdade óbvia, cristalina e incômoda para alguns: o único líder político que se manteve coerente do começo ao fim desse debate majoritário chama-se André Moura. O único. Enquanto correntes inteiras testavam narrativas, exibiam ambição e rifavam convicções, André segurou sua posição com a firmeza que falta a muitos. Tentaram empurrá-lo para a vice? Ele disse não. Tentaram convencê-lo a disputar a Câmara? Ele disse não. Tentaram reorganizar a chapa por interesses internos? Ele disse não. Enquanto alguns mudam discurso como quem troca figurino em camarote, André repetiu a mesma frase, dia após dia, com a mesma segurança: “sou candidato ao Senado da República”.

E Fábio Mitidieri sabe disso melhor do que ninguém. Publicamente disse que André é o “número um”. Disse que a vaga está definida. E mesmo assim, setores seguem testando novos números dois, novos arranjos, novas tentativas de reinventar o que já está posto. Alessandro tenta se viabilizar, Rogério se aproxima, Edivaldo aparece como alternativa. Mas, convenhamos, nada disso muda o fato concreto: o número um da chapa do governo já tem dono e esse dono não titubeou um único dia.

E André ainda fez aquilo que os políticos modernos desaprenderam: respeitou a história. Quando falaram em nome dele para a vice, ele mesmo tratou de colocar limites, lembrando que não atropelaria Jefferson Andrade, cuja relação vem de gerações e tem raízes profundas. Jefferson não é personagem ocasional; é peça estrutural da base governista. E André, longe da arrogância que muitos tentam atribuir, respondeu com elegância política: reconheceu o espaço que já existe, respeitou alianças anteriores e manteve o próprio foco. Não há gesto mais claro de maturidade política do que esse.

E aqui vai o ácido sem rodeios: governador, o tabuleiro já está resolvido. Quem insiste em reabrir o jogo não é estrategista, é atrasado político. Quem espalha novas versões não está analisando, está tentando criar confusão. E quem ainda finge que há dúvida sobre a posição de André ou não entendeu ou não quer entender. A coerência dele é um problema apenas para quem se beneficia do caos.

No nosso portal, ouvimos tudo: o cisne de Narciso, a foca do Foca, a acidez da pomba de Marco Aurélio, calma da coruja de Messias Carvalho, a pancada do tamanduá George Magalhães, o raciocínio de Marcos Cardoso, o veneno brilhante de Adalberto Souza, a experiência de Rita Oliveira, o bastidor de AndersonsBlog, o zelo clássico de Habacuque Villacorte e o rigor de Diógenes Brayner. E quando você junta tudo isso, a leitura final é simples: André Moura fez a parte dele. Fez com coerência, fez com respeito, fez com firmeza.

Por isso, governador, a movimentação agora é sua, até porque, sejamos justos, o senhor já decidiu isso faz tempo. Em mais de um discurso, em mais de uma entrevista, em mais de uma conversa pública, o senhor deixou claro: o número 1 da chapa é André Moura. Não é sugestão, não é hipótese, não é estudo interno. É decisão tomada. O resto: Alessandro, Rogério, Edvaldo ou qualquer outro nome do tabuleiro, disputa a posição de número 2. São reservas. São complementos. São encaixes possíveis, mas nunca substitutos do titular. O grupo entendeu. A base assimilou. Os jornalistas registraram. Os bastidores confirmaram: André é o nome oficial de Fábio Mitidieri para o Senado.

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