O Brasil teve um fim de semana digno de série política trash: Bolsonaro saindo do hospital direto pra convocar manifestação, atentado neonazista frustrado no show da Lady Gaga, 1º de Maio esvaziado — e Lula? Assistindo tudo calado, como se não fosse com ele.
Bolsonaro: alta médica, baixa institucional
Depois de 22 dias de internação por uma cirurgia intestinal, Jair Bolsonaro saiu do hospital neste domingo (4) e, antes mesmo de terminar o soro, já anunciou presença na marcha do dia 7 de maio, em Brasília — aquela, claro, que pede “anistia” para os patriotas do 8 de janeiro.
Ignorando qualquer recomendação médica, Bolsonaro não perdeu tempo e correu para os braços do bolsonarismo raiz, como quem tenta fugir da própria irrelevância.
E como toda boa narrativa precisa de pitada internacional, Eduardo Bolsonaro soltou que um “representante do governo Trump” viria ao Brasil discutir o “autoritarismo” de Alexandre de Moraes. Só teve um detalhe: o próprio Trump desmentiu. Nenhuma missão, nenhum emissário, nenhum plano. Só mais um factóide para animar a bolha.
Ou seja: Bolsonaro saiu do hospital, mas continua internado num delírio golpista.
Lady Gaga: o show que quase virou tragédia
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, mais de 2,1 milhões de pessoas lotaram Copacabana no sábado (3) para assistir Lady Gaga num show gratuito que fez história — e quase terminou em tragédia.
A Polícia Civil do RJ frustrou um atentado terrorista planejado por um grupo de extrema-direita que pretendia usar explosivos caseiros e coquetéis molotov para causar pânico no meio do público. Detalhe sórdido: o grupo era organizado por jovens neonazistas recrutados online e tinha como alvos crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+.
A operação “Fake Monster” — batizada com ironia — prendeu os envolvidos antes que o pior acontecesse. Mas a pergunta que fica é: até quando vamos flertar com o terrorismo como se fosse só “exagero de militante”?
1º de Maio: manifestações mornas, ausência gritante
O Dia do Trabalhador foi marcado por manifestações em várias cidades brasileiras. As pautas? Redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1, isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil — tudo justo, tudo necessário.
Em São Paulo, ministros do governo marcaram presença, mas o grande ausente foi Lula. Em plena data simbólica para a esquerda, o presidente optou pelo silêncio. Nada de discurso, nada de presença física, nem um tweet pra fingir engajamento.
Lula: o silêncio que grita
Num fim de semana onde a democracia foi desafiada de novo, onde o bolsonarismo ensaia nova tentativa de reescrever o 8 de janeiro como “ato de fé patriótica”, e onde o neonazismo tentou se infiltrar em Copacabana, Lula escolheu calar.
Não é a primeira vez que ele prefere não se envolver. Mas num país onde o ruído golpista ganha cada vez mais eco, o silêncio presidencial soa como omissão.
E convenhamos: silêncio também comunica. E o que Lula está dizendo é que prefere evitar atrito a se posicionar. Até quando?
Fontes: El País Brasil/ Agência Brasil /Cadena SER /Brasil de Fato – Manifestações do 1º de Maio / Poder360
E você, o que acha do silêncio de Lula? E da insistência de Bolsonaro em reviver o 8 de janeiro? Comenta aí embaixo e compartilha pra provocar o debate — porque se depender dos poderosos, o silêncio vai continuar reinando.




