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Fraude com selo oficial: operação revela esquema em alvarás judiciais e expõe novo surto de golpes em Sergipe

Criminosos invadem sistema do TJSE, falsificam documentos e levantam dúvidas sobre segurança institucional no estado — que já vem sendo palco de fraudes no INSS e golpes digitais em série.

Sergipe, terra de golpes?

Parece que sim. A cada mês, um novo escândalo. Desta vez, o alvo foi a Justiça. A Polícia Civil de Sergipe deflagrou a segunda fase de uma operação que investiga um esquema sofisticado de fraudes em alvarás judiciais, com ramificações em vários estados do país.

O núcleo principal atuava invadindo contas institucionais do sistema GOV, utilizadas por servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). A partir dessas invasões, o grupo acessava dados sigilosos, forjava documentos, manipulava sistemas e usava certificados digitais falsos para autorizar pagamentos indevidos por meio de alvarás judiciais.

Ou seja: falsificavam tudo — com aparência oficial.

Prisões e modus operandi

A operação, comandada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), prendeu três pessoas nesta nova fase, sendo duas em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. A ação contou com apoio de delegacias locais em Bragança Paulista, Pinhalzinho (SC) e Canoas (RS).

Segundo o delegado Érico Xavier, a organização criminosa tinha atuação altamente técnica, com domínio de engenharia social e ciberataques, e utilizava esses recursos para burlar o sistema judicial.

“O que vimos aqui não é crime amador. É uma atuação coordenada, profissional e que exige resposta institucional à altura”, afirmou Xavier.

Isso não começou agora

Essa operação é desdobramento da primeira fase, deflagrada em fevereiro, que envolveu forças policiais de cinco estados e cumpriu 31 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão. O inquérito corre sob responsabilidade do Poder Judiciário sergipano, com acompanhamento do Ministério Público.

E o mais grave: as investigações apontam que o esquema não só continua ativo em outros estados, como pode ter facilitadores internos ainda não identificados.

Um padrão se formando em Sergipe?

Esse não é um caso isolado. Nos últimos meses, Sergipe virou palco de uma avalanche de fraudes digitais e golpes estruturados, incluindo:

  • Golpe do INSS, com idosos sendo usados como laranjas para obtenção de benefícios irregulares;
  • Crescimento de golpes com falsos servidores públicos pedindo transferências via PIX;
  • Venda de documentos falsos e perfis clonados de autoridades sergipanas em redes sociais.

A pergunta que não quer calar: o Estado perdeu o controle sobre seus sistemas institucionais? E mais — se até as plataformas do Judiciário foram comprometidas, o que mais está vulnerável?

E agora

As autoridades seguem analisando os materiais apreendidos e buscam identificar outros envolvidos. A preocupação é que o rastro de fraudes avance ainda mais — especialmente se não houver transparência, responsabilização e fortalecimento dos sistemas públicos de segurança digital.

Porque, convenhamos: se até o selo da Justiça está sendo falsificado, quem garante que o cidadão comum está protegido?

📣 E você, o que acha disso?

Sergipe está mesmo virando um “celeiro de golpes”? O que explica a onda de fraudes envolvendo até instituições públicas? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este texto para ampliar o debate.

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