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Fux aciona o Supremo, Nikolas cobra CPI, e o Governo some enquanto o INSS afunda num mar de fraudes contra aposentados

O Brasil é um país onde o escândalo nunca tira férias. Mas roubar de aposentado? Isso já ultrapassa todos os limites da decência, da moral e da vergonha. E o que era rumor virou realidade concreta: milhões de idosos estão sendo vítimas de descontos indevidos em seus benefícios do INSS, numa engrenagem obscura que envolve associações fantasmas, convênios questionáveis, e, o pior, a omissão do próprio governo.Segundo dados da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal, mais de R$ 6,3 bilhões já foram detectados em fraudes diretas com descontos associativos não autorizados entre 2019 e 2024. Mas há estimativas que esse rombo, somando tudo, já ultrapasse R$ 90 bilhões. Isso mesmo: R$ 90 bilhões foram arrancados gota a gota dos contracheques de aposentados e pensionistas, muitos dos quais mal sabem assinar o nome, mas descobriram na dor o que é ser furtado com aval do sistema.E como o governo federal reage? Com silêncio, atraso e desorganização. Na sexta-feira, 30 de maio de 2025, foi iniciado o atendimento presencial nos Correios para os aposentados vítimas dessas fraudes. Muitos saíram de casa antes do sol nascer, debaixo de chuva, frio ou calor, alguns com dificuldade de locomoção, outros acompanhados por filhos ou netos. Todos em busca de respostas. Mas o que encontraram? Sistema fora do ar. Instabilidade geral no Dataprev, a empresa que deveria garantir segurança e estabilidade aos dados da Previdência. A desculpa da vez? Possível ataque hacker. É sempre assim: quando o Brasil falha com os seus, joga a culpa no teclado alheio.Mas não é só instabilidade técnica. É instabilidade moral. É um governo que convoca idosos para se explicarem sobre descontos que eles nem autorizaram, e que nem foram feitos por eles, e, no dia marcado, sequer consegue garantir que o sistema funcione. Isso não é só descaso. É crueldade com recibo.Diante dessa tragédia previdenciária, quem levantou a voz foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em vez de fazer vídeo lacrador ou discurso vazio, ele entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, exigindo a imediata instalação de uma CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o escândalo INSS.E aí entra em cena o ministro Luiz Fux, que, diferente do governo, não ignorou os idosos. Pelo contrário: abriu processo, determinou diligências e deu prazo de 10 dias para que o INSS, a CGU, a Polícia Federal e a Presidência da Câmara dos Deputados se manifestem sobre o andamento das investigações e a CPI travada. Mais: convocou a Advocacia-Geral da União (AGU) a se manifestar em até 15 dias. Fux quer saber por que, mesmo com assinaturas suficientes, a CPI não foi instalada. Por que o Congresso está engavetando um pedido legítimo e urgente?A resposta está na mesa do presidente da Câmara que alegou que há uma fila de 14 CPIs esperando vez, e que não pode avançar agora. Mas a jurisprudência do STF já é clara: quando uma CPI tem requerimento formal e assinaturas suficientes, ela deve ser instaurada imediatamente. Foi assim na CPI da Pandemia, e é assim agora. O que falta? Vontade. Ou pior: conveniência. Porque mexer nesse vespeiro é cutucar os tentáculos invisíveis de um esquema que alimentou gente grande por anos. Associações fantasmas, convênios com sindicatos, descontos automáticos e aposentados que nunca deram um “sim”, mas viram o dinheiro sumir mês após mês. Um estelionato previdenciário com carimbo público.O que se vê hoje é só o início. A estimativa de R$ 6,3 bilhões em fraudes é apenas o que já foi apurado. Mas os indícios mostram que a fraude pode ser ainda maior e mais antiga. A auditoria do TCU, da CGU e os dados da Dataprev cruzados com as denúncias individuais revelam uma rede que funcionava sob o radar, beneficiando entidades, atravessadores e espertalhões que lucravam na surdina – com o dinheiro de quem mais precisa.E enquanto isso, o idoso que sustenta família com R$ 1.412,00 por mês vê R$ 89,90 sumirem da conta, sem saber pra onde, por quê, ou por quem. E ainda tem que pegar fila nos Correios com sistema caído pra ouvir: “volte segunda-feira”. Isso é o retrato da indignidade nacional.Chega de empurrar com a barriga. Chega de fingir que é problema técnico, quando o buraco é político e estrutural. Aposentado não é número. Não é dado. Não é estatística. É gente. É quem sustentou esse país quando a elite ainda usava fralda.Parabéns a Luiz Fux, que não se escondeu atrás de jargões jurídicos e partiu pro enfrentamento. Parabéns a Nikolas Ferreira, que não deixou a denúncia virar meme, mas ação. E aos demais: ou cumprem o dever de proteger o povo, ou assumam a cumplicidade com quem assalta velhinho por dentro da lei.

 

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