PUBLICIDADE

Interdição da Ponte Aracaju–Barra é necessária, mas exige mais diálogo para evitar transtornos à população

A interdição parcial da Ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros, prevista para começar nesta quarta-feira, dia 27, é considerada necessária para a execução de obras de modernização da rede elétrica, mas traz consigo preocupações sobre os impactos no dia a dia de milhares de pessoas que utilizam o acesso diariamente para se deslocar entre a Barra e a capital.

Os trabalhos fazem parte de um conjunto de melhorias orçado em aproximadamente R$ 9 milhões, que prevê construção de novos circuitos, modernização da rede elétrica e reforço na estrutura de abastecimento. A primeira etapa ocorrerá das 9h às 15h, horário definido, segundo a Energisa, para reduzir os impactos no trânsito e não comprometer o fornecimento de energia durante o período da noite.

Apesar da justificativa técnica, a medida deve causar transtornos consideráveis. Durante a manhã, o acesso de veículos tende a dobrar em volume, com motoristas tentando antecipar a travessia antes do fechamento parcial. Na volta, no início da tarde, a situação deve se repetir, criando gargalos e alongando o tempo de deslocamento. Para quem não conseguir atravessar pela ponte, restará o caminho alternativo pelas rodovias estaduais, em direção a Santo Amaro das Brotas. O problema é que esse trajeto também apresenta dificuldades: a estrada sofreu desgastes provocados pelas chuvas e ainda enfrenta congestionamentos devido às obras do viaduto em Maruim, tornando a viagem mais longa e arriscada.

Outro ponto levantado é a necessidade de maior harmonia entre o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) e o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER/SE). Enquanto a Polícia Militar atua com planejamento, estratégia e metas para organizar o fluxo de veículos, o DER trabalha em obras, recuperação e manutenção viária. As funções são distintas, mas complementares. É justamente nesse ponto que se percebe um ruído de comunicação, que pode prejudicar a fluidez do trânsito e, principalmente, a segurança dos motoristas e pedestres.

Especialistas defendem que os dois órgãos “falem a mesma língua” e atuem de forma conjunta para evitar acidentes e minimizar os impactos da interdição. A falta de alinhamento pode resultar em confusão para os motoristas, agravando ainda mais os problemas de mobilidade.

O governo estadual destacou que a interdição é temporária e que as melhorias se estenderão até setembro na ponte e até dezembro em outros trechos da Barra dos Coqueiros. Ainda assim, o apelo é para que haja mais cautela, planejamento e diálogo entre todos os envolvidos: Energisa, DER e Polícia Militar, a fim de reduzir os transtornos para a população que depende da ponte diariamente.

A partir desta quarta-feira, os moradores de Barra dos Coqueiros e os trabalhadores que cruzam a ponte rumo a Aracaju precisarão de paciência redobrada. A obra é necessária, mas a forma como ela é conduzida determinará se o preço a ser pago será apenas um incômodo temporário ou um verdadeiro caos no trânsito da região.

Uma resposta

  1. Acho absurdo essa interdição, existe outra maneira sim, e so sinalizar bem sinalizado com viaturas e policiamennto, que não precisa interditar, mas vao pelo mais cômodo, o impacto que vai causar eles verão. Será que nao tem ninguém competente para vê isso, meu Deus

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *